sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Pura Mágica - Parte 2

Parte 1 - Parte 2

Eu simplesmente...a odeio.
É sério, Emma (ou Illusion, como quiser chamar) chegou há poucas semanas e já está me causando transtornos.

Derek tinha razão, eu simplesmente não fazia ideia do que ela era capaz, eu estava convencido de ser o melhor que nem me preocupei com a ameaça que ela poderia trazer para mim, para o meu show.

Mas agora, que estou prestando mais atenção, eu sinto sua energia, sinto seu poder. Ela é uma mágica, uma pessoa do meu tipo, mas isso não faz com que eu goste mais dela, na verdade, faz com que ela me irrite ainda mais, há algumas semanas eu era o único mágico por aqui, ou o único real, pelo menos, e de repente essa garota parece surgir do nada com poderes... Incríveis, tenho que admitir. Mas ela era perigosa, eu tinha que admitir isso também.

Eu não posso deixar que ela me intimide, não posso deixá-la fazer isso. Levantei-me da minha cama, vesti uma camisa qualquer e fui em direção ao auditório de ensaios. Era obvio que eu não deixaria uma menina ser melhor mágica que eu.

Já estava prestes a entrar no auditório quando escutei um choro baixo vindo de dentro do local. Hesitei em abrir a porta e por fim decidi escutar o que a voz estava dizendo.

Encostei meu ouvido na porta.

- Eu sinto tanto a falta de vocês, – Sussurrou a voz que me era vagamente familiar fungando suavemente. – sei que vocês estão em um lugar melhor, mas eu não posso evitar eu simplesmente – a doce voz feminina falha, parecia que estava engolindo em seco. – eu simplesmente não acredito que vocês se foram.

Ela parou de falar, eu ainda podia escutar o choro baixo vindo por trás da porta e tinha a sensação de que conhecia a dona da voz e isso me deixava inquieto, eu queria entrar lá e abraçar a pessoa fosse ela quem fosse e dizer que tudo ia ficar bem. Afinal, de quem diabos era aquela voz?

- E Clair, - recomeçou a voz – onde será que ela está? Ela está com vocês? Ah meu Deus, não! – gritou, então pareceu se controlar e voltou a sussurrar - Por favor não. Clair não pode estar morta, ela é a única pessoa que eu tinha, ela não pode morrer.

A sensação de super proteção cresceu dentro de mim, de quem quer que fosse aquela voz ela tinha um poder curioso sobre mim. Abri a porta sem nenhuma cerimônia, tudo o que eu pensava era em fazer aquela voz parar de chorar.

O choque veio a mim quando vi a pessoa que estava curvada como uma bola olhando para uma fotografia.

Emma se levantou em um pulo a adquiriu uma postura defensiva como se a qualquer momento eu fosse para cima dela e fossemos começar a lutar.

- O que você quer aqui? – Sibilou ela, furiosa.

- Bem, eu vim aqui ensaiar. – Disse eu com ar despreocupado. Ou eu esperava que fosse um tom despreocupado.

- Eu já estou ensaiando. Saia já daqui.

Arrisquei alguns passos a frente, a postura dela ficava cada vez mais tensa, ela estava se preparando para me atacar, mas por quê?

- Eu disse para sair! – Gritou ela.

Dava para ver o brilho de seu rosto causado pelas lagrimas, aquilo causou um aperto no meu peito, vê-la tão frágil me fez lembrar a minha irmãzinha, da minha irmã que aqueles malditos caçadores tiraram de mim.

- Eu não vou sair.

- Ah, você vai sim! – Gritou ela novamente.

Ela me fez levitar para eu não poder chegar perto dela, e eu sabia o que viria a seguir, ela me arremessaria longe, mas eu também tenho poderes. Voltei para o chão e caminhei em sua direção, mesmo com todo o seu poder lançado contra mim. Ela pode ser poderosa, mas eu tenho a experiência ao meu lado.

- Saia daqui, Andrew. – Ela lançava cada vez mais ondas de poder na minha direção.

Quando cheguei perto eu estava ofegando pela força que ela me fez usar.

- O que aconteceu, Emma? Porque estava chorando? – Quis saber.

- Isso não te interessa. – Ela levantou a mão para me bater, mas eu a segurei no ar, apoiei minha outra mão em seu rosto e a puxei para mim.

Nossos lábios se encontraram. A textura de seus lábios eram macios mas sua boca era resistente a mim, menos de um minuto se passou antes que ela se soltasse e sua mão atingisse meu rosto com tudo o que ela podia. E tenho que falar, essa garota tinha a mão pesada.

- Você vai me pagar por isso, Collins! – Sibilou ela, correndo em direção a porta, me deixando sozinho.

Não sei porquê a beijei, eu ainda a odeio.

Mas sei que ela vai me trazer problemas, enormes problemas.

Hey Friends!
Desculpem todo esse tempo sem postar, vocês não sabem como está sendo minha vida e blabla. Enfim galera, essa aqui é a segunda parte, falta a ultima. Eu estou adorando escrever pura mágica, e vocês? estão gostando? Tomara que sim. Notei que os comentários andam escassos ultimamente. O que foi que aconteceu gente?
Pessoal, uma ultima coisinha: eu estou participando de uma promoção e quero muito ganhar, me ajudem, se cadastrem também na promoção aqui!
Beijinhos recheados de chocolate!
Ray

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

My Only Exception

(feat Day D - Fantasmas No Meu Porão)

Amy.

Eu tenho medo. Tenho medo de sofrer. Medo de entregar meu coração para alguém e vê-lo partido em um milhão de pedaços como vi acontecer tantas vezes com os meus pais.

Não quero que minha vida repita tudo o que eles viveram, então por isso fiz uma promessa para mim mesma há muito tempo. Nunca me entregar para ninguém. Só não sabia que iria ser tão doloroso cumpri-la.

Eu caminhava para fora do colégio quando viro o corredor e a primeira coisa que sinto são seus olhos me encarando. Olho em sua direção e encaro aqueles olhos azuis tão conhecidos para mim. Meu coração se encolheu ao olhá-lo. Eu vi nos olhos de Mark uma dor tão grande que não era típica de um adolescente de dezessete anos.

Virei o rosto, não agüentava encará-lo e saber que quem causou toda aquela dor a ele fui eu. Eu me odiava ardentemente por isso.

Mas que escolha eu tive, afinal? O que eu poderia fazer? Eu fiz uma promessa, tenho que cumpri-la. Caso contrário, meu coração se despedaçará.

Se esse é o motivo que não me permite me apaixonar por ninguém, o lógico seria que eu estivesse feliz, não é? Então porque parece que se abriu um buraco gigantesco no meu coração? Por que toda vez que eu vejo Mark eu sinto vontade de correr para seus braços, como eu sempre fazia?

Passei pelas portas que levam ao estacionamento.

Lá fora chovia muito. Levantei o capuz da jaqueta que eu estava usando, tudo o que eu queria agora era ir para casa me afundar na cama e só acordar daqui a uma semana, ou talvez um ano, quem sabe?

Já estava a ponto de abrir a porta do meu carro quando uma voz muito familiar gritou por mim.

- Amy! – Gritava a voz masculina – Por favor, espere.

Eu não queria esperar, juro que não. Eu ordenava ao meu corpo para entrar no carro, e ele simplesmente não me obedecia.

Escutei passos batendo no asfalto molhado, senti seu corpo quente se aproximando do meu, causando arrepios em minha pele gelada.

- Pode se virar, por favor, para podermos conversar?

Não! Não faça isso! Só não faça isso. Ordenei a mim mesma. Eu sabia que assim que visse aqueles olhos azuis de Mark eu me perderia neles.

- Por favor, Amy. – Pediu ele novamente em sua voz sedosa.

Respirei fundo e me virei.


Mark.

Encarei seu rosto e me senti de volta à primeira vez que a vi. Todas as memórias voltaram como um soco no peito; eu as senti, mesmo elas não estando ali. Desejei ser capaz de voltar no tempo, apenas para poder senti-la mais uma vez, chamá-la de minha. Apenas mais uma vez.

E, entretanto, tudo aquilo já havia sido quebrado, deixado para trás em pequenos pedaços. Por que eu não conseguia seguir em frente? Ela havia, claramente.

O vento soprou, levando com ele as poucas mexas de cabelo que saíam do seu capuz, atrapalhando sua visão e interrompendo meu olhar. Impaciente, eu me aproximo antes que ela possa recuar, tirando as mexas cor de mel do seu rosto. Quase posso senti-la enquanto ela cora, e seu olhar se volta de novo para mim, receoso.

Nunca entenderia o que ela teme tanto.

- O que você quer de mim, Mark? – Perguntou, e eu reconheci cada tom de sua voz.

De baixo da chuva talvez fosse fácil fingir que aquelas pequenas gotas em suas bochechas não eram lágrimas, mas eu a conhecia melhor do que ninguém, e seus olhos nunca me enganaram antes. Ela estava chorando.

- Eu só quero você. – Respondi, ao mesmo tempo em que ela venceu a pequena distância entre nós e afundou os dedos em meu cabelo, me puxando para si com uma vontade que eu nunca pensei que faria de novo.

A segurei pela cintura, tentando ao máximo compensar a frustração de tantos meses sem seu toque.

No entanto, ela estava em meus braços novamente. E eu já não podia pedir nada mais.

But Darling, you are the only exception.

The Only Exception - Paramore


Hey Pessoinhas!

Como puderam ver no começo do texto eu não o fiz sozinha, tive uma suuuuuuuuuuuper parceria com a diva Day *-*, a dona do Porão. Bem, eu simplesmente amei esse texto achei que ficou incrível demais, obrigada por isso, Day. Enfim galera, esse texto é baseado na musica The Only Exception do Paramore, que é uma musica muito incrivel. Espero que gostem.

Beijinhos Cereja.

Ray.

sábado, 31 de julho de 2010

Pura Mágica.


Parte 1

Kansas, 11:20 pm

Clair corria como se sua vida dependesse disso. Tinha que avisá-la, precisava avisá-la.

Adentrou no cômodo como um furacão, mas Emma não estava lá, então Clair escutou um barulho de água caindo. Emma estava no banho.

Clair entrou no banheiro sem ao menos bater, Emma olhou para ela surpresa, depois sua expressão suavizou-se. Clair e Emma são amigas desde o começo da vida, não tinham segredos uma para a outra. Pelo contrario, Clair era a única que sabia o maior dos segredos de Emma, desde que os pais delas morreram. Só ela e mais ninguém.

- Você me assustou, Clair. – Disse Emma, com uma voz tão baixa que não passava de um sussurro.

- Não temos tempo, Em – Falou Clair olhando em direção a porta amedrontada.

- O que foi Clair? – Perguntou Emma voltando a olhar sua grande amiga, olhá-la de verdade. Emma olhou dentro de Clair. Olhou dentro daqueles olhos castanho-mel que tanto conhecia e percebeu. Só uma palavra era capaz de descrever o que havia dentro daqueles olhos: Medo.

Emma saiu do banheiro correndo, vestiu a primeira coisa que viu pela frente. Já estava quase passando pela porta quando notou que Clair havia se deitado na cama encarando o teto.

- Você não vem? – Perguntou Emma com medo da resposta da irmã.

- Não, – disse Clair pausadamente – você deve ir sozinha, Em.

- Não posso te deixar aqui, Clair.

- Eles querem você, não eu. – disse ela ainda encarando o teto.

- Mas...

- Eu vou ficar bem, confie em mim.

Emma estava a ponto de discutir quando o som de três batidas firmes na porta ecoaram pela sala seguida de uma voz segura de homem.

- Emma Humpton, – disse a voz – abra ou seremos forçados a fazê-lo.

- Emma, – disse Clair aproximando-se da amiga. Você tem que usá-lo, é o único jeito de fugir agora.

- Mas é proibido. – Disse Emma hesitante.

- Que se dane o proibido, – rebateu Clair – é o único jeito de você sobreviver.

Emma fechou os olhos dando-se por vencida.

Um estrondo alto ecoou pelo cômodo. A porta foi arrombada.

- Onde ela está? – Perguntou o dono da voz.

Ele devia ter uns trinta e poucos anos, mas era bonito. Isso foi tudo o que Clair pensou, ela não estava com animo de analisar alguém.

- Chegou tarde – disse ela sentada na cama, com um sorriso brotando nos lábios. – Ela não está mais aqui.

Andrew Collins

Los Angeles 11:30 pm.

O publico clamava por mim, dava para sentir a emoção nos pensamentos de todas as pessoas sentadas naquela platéia, nenhum outro mágico chegou perto do meu show em quatro anos que estou nessa vida.

Gritos espalharam-se pela multidão, excitação percorria a voz de cada ser naquele local eles gritavam:

- Queremos Mister C, queremos Mister C. – Sim, eu sei, o nome é ridículo, mas com o tempo, com as pessoas clamando por ele aprendi a gostar. Esse era o nome da minha alma agora.

- É a sua vez. – Sussurrou o assistente de palco para mim, mas ao invés de atravessar a cortina que dava para o palco como eu deveria ter feito eu simplesmente fechei meus olhos e respirei fundo, quando os abri novamente não era mais o assistente de palco que estava na minha frente. De repente eu estava pendurado no lustre em cima da platéia.

- Vocês pediram por mim? – Gritei para as pessoas abaixo de mim. Pude ver centenas de cabeças virando na minha direção. Senti um calor subindo pelo meu corpo. Aumentando meu poder.

Gritos de alegria começaram a fluir pela platéia. De repente todas as vozes se uniram em um único coro.

- Mr C, Mr C, Mr C – Todos na platéia repetiam, implorando por mim.

Flutuei até meus pés tocarem o chão.

Os gritos aumentaram, todos tentavam me tocar de qualquer maneira, todos gritavam por mim, alguns diziam que me amavam.

Quando cheguei no palco olhei para o publico e dei um meio sorriso.

- Estão prontos para começar? – Perguntei eu para as centenas de pessoas a minha frente.

- Siiiiiiiiiiiiiiiiim! – Responderam eles pra mim.

É hora do show.

O show terminou e como sempre tudo ocorreu como planejado. As coisas não poderiam ser melhores. O publico estava cada vez mais apaixonado por mim e eu estava cada vez mais forte.

Era horrível não poder usar os meus poderes com força total, mas os caçadores estão por todos os cantos de Las Vegas, o jeito é manter a calma e não fazer besteira.

Derek, o dono de The Magic World, a casa de shows onde eu e mais um milhão de mágicos trabalham me chamava ao longe.

Não estava com animo pra ouvi-lo, usar mágica cansa, muito. Mas ele estava com uma garota do lado.

Aproximei-me dos dois, a menina devia ter uns 18 anos, parecia assustada mas o brilho dos seus olhos mostrava excitação.

Ela tinha um longo cabelo escuro que chegava a bater na cintura e seus olhos eram de um verde profundo. Ela era bem bonita.

- Andrew, meu caro. – Falou Derek sorrindo pra mim. – Quero lhe apresentar Emma... Emma... Qual é mesmo seu sobrenome, meu bem?

- Humpton, – A menina sussurrou. – meu nome é Emma Humpton.

- Hm ok. – Derek falou para a menina e depois se virou novamente para mim. – Mas a partir de agora Mr C, a doce Emma será conhecida como Illusion, sua inimiga na disputa por melhor mágico.

Olhei mais uma vez para a menina e depois encarei Derek novamente com um olhar questionador.

Ele riu.

- Não se deixe enganar, meu jovem, ela tem esse rostinho de anjo, mas eu vi do que ela é capaz.

Os olhos de Derek brilharam com um brilho ganancioso. Isso significava mais dinheiro para ele.

Um frio subiu pela minha barriga. Eu não gostei disso.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Reconstrução da Cinderela

Ela trocou os sapatinhos de cristal por um scarpin vermelho sangue, seu vestido longo foi transformado em uma calça comprida, a carruagem agora era um carro, a fada madrinha já não tinha com que trabalhar. O príncipe encantado sofreu um desencanto, era mais um cara normal, mas a normalidade fazia dele diferente, intrigante, apaixonante. A princesa também não era mais encantada, agora era determinada. Em uma noite tudo pode acontecer, e ela faria acontecer. Encontrou o príncipe eles se apaixonaram, se beijaram. Tocou a meia-noite, ela se assustou, mas não correu, não andou. Dessa vez, o encanto não acabou.

sábado, 26 de junho de 2010

You and Me

O sol ainda batia forte em nossos rostos, mas o pouco de luz do dia que se estendia ao longo horizonte era revigorante.

As ondas do mar batiam em nossos pés e faziam cócegas em contato com a areia.

Todos naquela roda de amigos estavam animados, conversando e sorrindo, como sempre fazíamos pelo menos uma vez no mês. Mas dessa vez eu não estava como eles, não estava me entrosando, conversando com as pessoas, eu estava sentada no pequeno tronco de madeira estendido pela areia no extremo daquela roda, olhando o pôr do sol pela linha do horizonte. Era a coisa mais linda que já tinha visto em toda a minha vida.

- Claire – chamou-me Luke.

- Ah, oi. Pensei que você não viesse mais.

- E perder a diversão? Nunca! – Disse ele sorrindo para mim com seus dentes brancos fazendo contraste com a pele morena e os olhos negros. – Ah! E olha o que eu trouxe, Claire. – Ele olhou para as suas mãos que traziam algo. Um violão.

- Ei, olhem só. O Luke trouxe o violão. – alguém naquela roda gritou.

- Vai tocar para a gente Luke? – Perguntou Sabine com uma voz melodiosa. Desde criança ela sempre teve uma grande queda pelo Luke.

Nenhum de nós dois se moveu, continuávamos a encarar um ao outro. Ambos sorrindo pelos olhos.

- Dessa vez não Sab, desculpe. – Disse ele ainda sem tirar os olhos de mim.

- Trouxe para que então? – Perguntou ela decepcionada, como uma garota mimada que ela realmente era.

- Para outra pessoa. – Dizendo isso ele entregou-me o instrumento. – Claire vai tocar para nós hoje. – Ele sorriu para mim.

Peguei o instrumento com habilidade, já estava acostumada com o seu peso.

Todos na roda pararam de conversar e começavam a prestar atenção em mim.

- Eu não vou conseguir, Luke – Sussurrei, só ele e eu podíamos ouvir.

- Vai sim Claire, eu sei que vai. – Sussurrou ele de volta, sorrindo para mim, me dando confiança.

Passei meus dedos pelas cordas. A melodia ecoava pelos meus ouvidos.

Todos estavam olhando para mim agora, e eu sabia que alguns queriam que eu errasse e passasse um vexame, mas não importava. O único que importava era Luke, olhando para mim, sorrindo para mim, me dando coragem para seguir em frente. Então eu comecei.

“What day is it and in what month
This clock never seemed so alive
I can't keep up
And I can't back down
I've been losing so much time”

Escutei minha voz passar por cada nota e meus dedos passeavam pelas cordas do violão demonstrando o conhecimento que eu nunca pensei ter. Cantei toda musica olhando para Luke, e só para ele. E ele continuava a olhar para mim.

Quando acabei recebi os aplausos de todos, uns de bom grado, outros nem tanto. E um grande abraço de Luke seguido de um sussurro:

- Eu sabia que você conseguiria.

Nosso amor continuava em segredo, seguro, onde ninguém poderia tirar de nós.

'Cause it's you and me and all of the people
With nothing to do
Nothing to lose
And it's you and me and all of the people
And I don't know why
I can't keep my eyes off of you

You and Me - Lifehouse

Hey povão.

Eu tenho esse texto guardado há algum tempo e não postei porque, mesmo que pareça infantil e mesquinho, eu quis guardar pra mim, acho ele tão fofo e lindo *-* mas enfim, espero que gostem ok? Ah, não pensem que eu esqueci, estou devendo a vocês o 'Pura Mágica' não é? Vai ser minha próxima postagem, ontem me deu um surto de criatividade. Estou tão animada, e com as férias vindo aí vou me dedicar mais ou meu amado garota de all star.

Beijinhos mágicos

Ray.

sábado, 12 de junho de 2010

Sweet Valentine's Day

Então, é hoje, o sonho do dia dos namorados, ou devo dizer pesadelo? Bem, pesadelo pelo menos para mim. Dia dos namorados sempre foi uma data em que a passo assistindo a filmes românticos que passam na televisão com um pote de sorvete de chocolate dentre as minhas mãos que geralmente acaba em cinco minutos, ou menos.

- Você. Não. Vai. Passar. O. Dia. Dos. Namorados. Sozinha – ordenou categoricamente meu melhor amigo, Heath.

- O que você quer que eu faça, Heath? – perguntei – Caso você não se lembre eu não tenho namorado! E é por isso que se chama dia dos namorados, para passá-lo com seus namorados.

Meu dia dos namorados é, definitivamente, amaldiçoado. Sempre está tudo correndo as mil maravilhas quando acontece alguma coisa. Meu ultimo namorado, Rob, foi uma decepção total.

- E daí? – Perguntou ele – Isso não é motivo para você passar ele em depressão.

Sabe, eu tenho uma teoria para os meus quinze dias dos namorados arrasados, é que eu nunca amei meus namorados, não o suficiente pelo menos.

Percebi isso quando tinha treze anos quando tive meu primeiro namorado, Derek. E quando Heath começou a namorar sua primeira namorada, Jennifer. Eu vi que sentia mais ciúmes de Heath do que do próprio Derek, e não era mais Derek que eu queria que me beijasse e sim Heath.

Por isso vivia namorando outros garotos, para esquecer Heath, por mais idiota que isso foi, eu pensei mesmo que iria funcionar, eu precisava que funcionasse.

Mas nunca nada chegou a atingir o que eu sinto por Heath, nunca nada chegou tão perto do amor que queima no meu peito, nunca Heath deixou de ser, bem, o meu Heath.

- Está decidido. – Disse ele olhando firme para mim – Esse dia dos namorados vai ser diferente, você não vai passar em depressão como passa todos os outros.

- Para, Heath, - Disse já me levantando da cadeira onde estava sentada – eu não passo o dia dos namorados em depressão ok? Passo na minha, pronto!

- Ann, eu já disse, vamos fazer algo diferente nesse dia dos namorados ok? Por favor, por mim. – Pediu ele com seus olhos de uma tonalidade peculiar (algum tipo de esverdeado amarelado, eu acho) implorando para fazer o que eles pediam, isso é golpe baixo, e ele sabia disso.

Maldito seja você, Heath.

Um som de batidas na porta me acorda de meus pensamentos. Na televisão passa exatamente o que eu disse, um filme romântico. Nele a mocinha beija o mocinho debaixo de uma chuva imensa. Cena típica.

Desligo a TV e digo par Heath entrar, mas ele responde:

- Quem disse que a nossa diversão será aí dentro Ann? Venha já pra cá!

Curiosa, deixei o pote de sorvete já vazio em cima da mesa e girei a maçaneta, abrindo a porta. E tive uma imensa surpresa.

Flores e balões em forma de coração espalhavam-se por todo o local, pétalas de rosas caíam no chão deixando-o lindo, o local estava totalmente... Perfeito.

Fui seguindo a trilha de flores até chegar no centro de tudo. Heath estava a minha espera com um buquê de flores na mão.

- Espero que aceite isso – disse ele passando-me o buquê – há muito tempo eu tenho algo para lhe contar, mas faltava coragem o suficiente para fazê-lo.

Ele se ajoelhou a minha frente com um sorriso enorme no rosto.

- Eu quero ser seu e quero que você seja minha, só por hoje ou pelo tempo que você quiser, de preferência pela eternidade. – Ele deu ênfase a ultima palavra.

- Mas, Heath, e depois? Como vai ser conosco? – Disse eu um pouco assustada.

Ele se levantou e passou as mãos pelo meu rosto, causando arrepios em minha pele.

- Ann, - sussurrou ele docemente – vamos deixar o futuro com o futuro e viver o presente ok?

Perdi minhas palavras, só consegui afirmar com a cabeça.

Ele aproximou sua boca da minha selando-as em um longo e doce beijo.

- Venha. – Disse ele sorrindo. – Vamos sair daqui. – E me puxou para ir com ele.

Eu não perguntaria nada, não recusaria nada. Eu era dele. Só por hoje ou para sempre.


Hey pessoinhas apaixonadas!

Esse texto é pra vocês, quero que saibam que sinto uma tremenda inveja -NN de vocês por estarem namorando e eu aqui sozinha cry* eu preciso de namorado, e ae alguém afim de me arranjar um? rs não, não precisa. Enfim, galera divirtam-se nesse dia tão apaixonante ok?

Beijos caramelados.

Ray.

sábado, 29 de maio de 2010

Pura Mágica - Prólogo

Clair e Emma estavam brincando em um gramado imenso, apenas duas crianças. Os pais de Clair haviam morrido quando ela tinha um pouco mais de um ano. Os pais de Emma eram os pais de Clair desde então.
Emma e Clair eram mais que amigas, eram irmãs, confidentes. Uma alma em dois corpos.
Clair era doce, loira, com olhos castanho-mel e Emma era uma menina risonha, de olhos verdes-escuros e cabelos negros até a cintura.
- Eu vou te pegar – Gritava Emma entre os risos, com sua voz infantil.
Clair gargalhou.
- Você não vai conseguir – gritou de volta, fazendo uma careta para a amiga-irmã. Até quando não queria ela era doce.
O céu começou a ficar negro. As gotas de chuva começaram a cair sobre as duas meninas.
Clair estava tão ocupada prestando atenção em seu caminho e nas reluzentes gotas de água e não notou que Emma não estava mais a seguindo.
- Claaaaaaaaaaaair! – gritou Emma.
Clair correu em direção ao grito de sua irmã. E achou-a toda molhada sorrindo para o objeto que tinha nas mãos. Um objeto vermelho, brilhante, e abstrato.
Fogo.
- Solta isso Emma. – Ordenou Clair em sua vozinha de criança.
- Não me machuca, Clair. – Disse Emma, sorrindo. – Veja. – Emma estralou seus dedinhos e a chama desapareceu de sua mão, e quando estralou novamente lá estava ela de novo.
Clair bateu palmas, animada.
- Que lindo, que lindo, Emma. – disse ela com excitação.
- Vamos mostrar para a mamãe?
As duas foram correndo para onde estavam sentados dois adultos, uma mulher alta, morena com os cabelos negros encaracolados e um homem mais alto ainda com os olhos verdes-escuros. Os dois muito belos e jovens. Os pais das meninas.
- Mamãe, mamãe – gritaram as duas fazendo coro e abraçando a mulher.
A adulta soltou um risinho.
- O que foi meus anjinhos?
As meninas se olharam com um sorriso confidente em ambas, Clair foi a primeira a falar:
- Mamãe, olha o que a Em pode fazer!
- O que meu anjo? – A mulher virou a cabeça para fitar a filha mais velha.
- Isso, olha. – Emma se desgrudou da saia da mãe e estralou mais uma vez seus dedinhos e a chama reapareceu em sua pequena mão.
A mãe delas segurou o ar de repente e olhou para o marido, que olhava apavorado para a filha.
- Não! – gritou a mãe. – Não, não pode ser não a minha Emma. – dizendo isso ela jogou-se no chão abraçando a criança.
- O que foi mamãe? – Perguntou Emma, apavorada.
- July, controle-se – disse o pai das meninas após se recompor. – está assustando-as.
- Você não percebe o quanto isso é grave John? – disse July com lagrimas escorrendo pelo rosto. – Você não percebe o que isso significa? O isso faz da Em?
John calou-se, não tinha coragem de falar o que aquilo fazia da sua filha. Era como que se falassem as palavras em voz alta tornaria aquilo ainda mais real.
Clair foi a única corajosa o bastante para quebrar o silencio.
- O-o que isso faz da Emma mamãe? – gaguejou a menina.
July respirou fundo antes de responder.
- Isso faz dela uma mágica. – ela estremeceu na ultima palavra. – Alguém com poderes, diferente dos demais, mas alguém caçada.
- Caçada? – Repetiu Emma em forma de pergunta.
- Caçada, meu amor, - explicou July tentando tirar os cabelos molhados do rosto da menina para acalmar a voz. – alguém que é perseguida por outras pessoas.
- Eu não quero ser caçada, mamãe. – choramingou a pequena Emma.
- Nem eu meu amor, mas para você não ser descoberta é preciso que você nunca use seus poderes, entendeu bem? Nunca.
Emma balançou a cabeça afirmativamente.
- Promete? – insistiu July.
- Prometo. – Prometeu Emma.
Elas se abraçaram em meio aquela chuva, todos compartilhando a mesma dor. Momentos depois Clair se juntou a eles e depois foi a vez de John. Ficaram lá, parados, por um instante que podiam ser minutos ou horas, até que July enxugou as lagrimas e se levantou.
- Vamos para casa.
Mal sabiam eles que não teriam mais casa, nem paz.
Continua :)