quarta-feira, 12 de maio de 2010

A ultima dança.

Ele passou a mão pela minha cintura e começamos a dar passadas pelo salão, para falar a verdade não estávamos nem prestando atenção na música que tocava, dançávamos de acordo com a batida dos nossos corações que estavam em completa e total sincronia.
Meus olhos estavam grudados aos dele e os dele aos meus. E por mais que eu tentasse, por mais que eu quisesse tirar meus olhos dos deles eu não conseguia, me sentia tão quente e acolhida com os braços dele em volta de mim, parecia um sonho e eu não queria que acabasse.
Conversamos, sorrimos, rimos, como se não houvesse ninguém além de nós naquele salão lotado.
Moviamo-nos cada vez mais lentamente aproveitando cada minuto daquela ultima dança antes que cada um de nós seguisse seus próprios caminhos.
A musica parou, meus batimentos cardíacos também, eu estava tão conectada a ele que eu nunca mais queria soltá-lo. Infantil, eu sei, mas ainda era a pura verdade.
Ele soltou minha cintura lentamente, como se não quisesse fazê-lo, e fui tirando minha mão de seu ombro da mesma forma. O sonho tinha acabado. Hora de voltar a realidade.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Entre Vampiros.

Eu estava sendo perseguida, mas não conseguia ver por quem. Só conseguia ver árvores a minha frente, e à medida que eu corria, as folhas que estavam no chão voavam atrás de mim. Meu subconsciente gritava: corra mais rápido.

Mas eu não conseguia, minhas pernas não me obedeciam, parecia que cada vez que eu mandava-as correr mais rápido elas iam mais devagar. Acho que no fundo eu não queria ir rápido, queria que a coisa me alcançasse, mesmo eu não sabendo o que era, ou quem era. Minha respiração estava cada vez mais acelerada, adrenalina corria pelas minhas veias, eu sabia que estava em perigo, mas a minha mente estava calma. Minha visão começou a ficar embaçada, não conseguia mais ver por onde estava indo, e de repente eu caí.

Uma mão pálida apareceu logo à frente, e o dono dela era um cara incrivelmente lindo, com os olhos mais azuis e profundos que eu já havia visto. Eu sabia o nome dele, era Eric. Seus cabelos voavam ao redor da sua cabeça, sua pele pálida parecia brilhar a luz da lua, seu corpo perfeito estava curvado em minha direção. Minha mente gritava para mim: Perigo.

Mas eu não conseguia entender, como um cara tão perfeito podia ser perigoso?

Segurei sua mão e apoiei-me nela para ficar de pé.

Ele deu um sorriso, com suas presas aparecendo para mim, aquilo provocou arrepios pelas minhas costas.

Eu não conseguia parar de olhar nos seus olhos, parecia que ele podia ver dentro de mim, ver minha alma, cada sentimento, cada duvida, cada medo. Parecia que ele podia decifrar meus pensamentos, mesmo que eu não pudesse.

- Não tenha medo, – sussurrou ele em uma voz macia como seda. – Eu não a machucarei.

Imediatamente me senti mais calma, o medo que eu estava guardando dentro de mim simplesmente sumiu, sem mais explicações. Sua voz era tão calmante e sedutora, era impossível resistir a ele, em qualquer situação. E, sinceramente, eu não queria resistir mesmo.

Ele se inclinou na minha direção, roçando seu nariz no meu pescoço, cheirando-o.

- Você é tão quente. – disse ele, logo em seguida eu senti uma pontada no meu pescoço, e o sangue fresco sair de mim. Era tão bom, estava me entregando a ele.

Ele tirou o rosto de perto do meu pescoço, dava para sentir as feridas feitas por seus dentes nele. Eu estava tão feliz, mas ele não parecia do mesmo jeito, sua expressão estava séria, como se ele estivesse usando uma mascara.

- Desculpe – disse ele, realmente triste – eu não queria te fazer mal.

Dei um passo em sua direção e rapidamente ele se afastou de mim.

- Por favor, não fuja de mim. - Imediatamente ele parou de recuar, mas eu ainda podia ver a dor em seus olhos, ele estava se torturando. - Eu sou sua Eric – sussurrei, passando meus braços pelo seu pescoço gélido e beijando-lhe na boca suja com o meu sangue.

Acordei na minha cama, o sol batia forte no meu rosto. Olhei para o meu colo e o objeto estava lá.

Apertei o cordão com o brasão da família de Eric, que ele havia me dado, contra o meu peito e me ouvi murmurar:

- Seja o que você for, eu estarei com você. Para sempre.


Hey amores.

Bem, essa história foi feita para a primeira etapa do concurso da Meg Cabot. O tema era 'romance assombrado'. O texto foi modificado porque lá pediam apenas 500 palavras e eu coloquei mais algumas agora rs. E sim, eu sei que o tema vampiros virou modinha mas sou apaixonada por eles, também sou por fantasmas maaaas na hora não me surgiu nada de interessante com esse tema :/ enfim, aproveitem, espero que gostem.

xoxo

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A Fairytale

Sentei-me mais uma vez no banco da praça, devia ser a milésima vez que vinha para cá fazer simplesmente... nada.
Mas vir aqui fazia em me sentir mais viva do que qualquer outra coisa que eu já tenha experimentado.
Era mais que viciante simplesmente sentar ali e imaginar a vida de outras pessoas, era isso que trazia emoção a minha vida. Sem isso eu estaria simplesmente... perdida.
- Bom dia, Helena. - Escutei uma voz mais velha me chamar.
Levantei a cabeça e pude ver o Sr Harris sorrindo para mim.
- Bom dia, Sr Harris. - Disse eu dando um aceno com a cabeça.
O Sr Harris era um homem já de idade com seus setenta ou oitenta anos, mas quando sorria parecia mais novo que eu, que estou no auge dos meus dezesseis anos.
Eu costumava a imaginá-lo como um daqueles senhores bonzinhos que fica jogando milho para as aves na praça.
E acabei estando correta, o Sr Harris vem todos os dias a praça para sua caminhada matinal e sempre traz um saco de milho para alimentar os pombos. Ele é uma boa pessoa.
- Vai escrever de novo? - Perguntou ele ainda parado a minha frente.
Apontei para o caderno que estava no meu colo e sorri para ele.
- Sempre.
- Isso é ótimo, sua mãe deve estar orgulhosa de ter uma filha escritora, não é mesmo?
"Claro, se ela soubesse que eu venho aqui toda semana para ficar imaginando a vida dos outros e escrevendo, ela já teria impedido a muito tempo", pensei, mas não disse isso em voz alta em vez disso eu apenas disse:
- Claro, senhor.
- Bem, já estou indo, até mais Helena.
- Até mais Sr Harris.
Assim que ele começou a caminhar eu comecei a escrever. Sobre o dia, a paisagem e o mais importante: as pessoas.
Eu conhecia cada ser que frequentava aquela praça e me intrigavam as pessoas bizarras.
Como a Sra Mariage, uma mulher de quarenta anos que diz para a familia que parou de fumar quando tinha dezenove anos e vai para a praça todos os dias para fumar, igual a uma adolescente.
Ou então o velho Will que se faz de cego para conseguir uma graninha fácil, mas se duvidar enxergava melhor que toda minha familia junta.
Sabe, uma vez eu perguntei porque ele fazia isso, e ele respondeu:
- Sabe, Helen, - Ele não acerta meu nome - hoje em dia emprego está difícil - depois de falar isso ele acendeu um cigarro, desarrumou meu cabelo e saiu andando, desviando dos obstáculos, como se meia hora antes ele não estivesse fingindo ser cego.
Mas a pessoa que mais me intrigava era Josh Thompson, só de pensar nele meu coração acelerava. Ridículo, eu sei, mas também involuntário.
Josh era o tipo de garoto que todos os pais de todas as meninas queriam como genro. Inteligente, amigo, respeitoso, e o mais importante, ele era realmente... um gato.
Ele tem dezessete anos, loiro, olhos claros - verdes para ser mais exata - pele bronzeada por causa do sol infernal, sem falar nos músculos, e que músculos se me permitem dizer.
- Olá Helena, - Uma voz familiar tirou-me de meu devaneio sobre Josh. - sobre o que está escrevendo hoje?
Assustada, fechei o caderno o mais rápido possível. Respirei fundo e forcei um sorriso.
- Nada demais, Josh, o de sempre.
- E o que é o de sempre? Posso saber? - Perguntou ele com seus olhos verdes risonhos me perfurando. Ele pegou meu caderno e já ia abri-lo.
- Eu não gosto que outras pessoas leiam o que eu escrevo.
- Então leia para mim.
- Não estou certa de que isso seria uma boa ideia.
- Ah, vamos lá, não pode ser tão ruim assim,
"Ah, não eu só vou precisar fugir" pensei.
- Vamos, Helena, sei que você escreve bem.
É agora ou nunca. Agora ou nunca.
Abri o caderno.
- "Josh Thompson," - Comecei a ler. - "é a pessoa mais intrigante dessa praça toda, ele consegue ser o sonho de todas as outras garotas"- Respirei fundo. - "e temo dizer que o meu também."
Olhei para ele a tempo de ver a surpresa passar por seus olhos depois voltei meus olhos para o caderno novamente.
- Tenho que ir. Tchau. - Levantei-me e comecei a andar.
- Helena, espera. - disse ele vindo atrás de mim. - Eu não fazia ideia de que você gostava de mim. - Após falar isso ele segurou meu queixo - E para ser sincero eu me sinto do mesmo jeito.
Quando abri os olhos ainda estava sentada no banco e nada do Josh em lugar algum.
Olhei para o caderno que ainda estava no meu colo e li: "...e temo dizer que o meu também." Devo ter sonhado acordada. Eu sempre faço isso.
Levantei-me do banco e comecei a caminhar para casa.
- Quem sabe um dia - murmurei para mim mesma - quem sabe um dia faça o conto de fadas virar realidade.

sábado, 10 de abril de 2010

Para a menina que conheceu o amor.

Ela era o tipo de garota que tem todos os garotos aos seus pés, sejam eles bonitos ou feios, inteligentes ou burros, eles sempre queriam-na. Muitos deles queriam namorá-la, outros só queriam "pegar" uma das garotas mais lindas e populares do colégio.
Ao longo do tempo ela fez escolhas erradas, escolheu garotos errados. Julgou os livros pelas capas. Seu coração foi partido, mas isso não a matou. Pelo contrario, isso lhe fortaleceu cada vez mais. Porém seu coração não era mais o mesmo, ela queria se proteger e não queria mais sofrer, então trancou-o e guardou a chave consigo.
Mas um dia, surgiu um garoto realmente especial, que fez com que aquela garota sempre tão segura, que levava tanto jeito com os garotos de repente ficar sem saber o que fazer.
Esse garoto era realmente diferente. Era inteligente, bonito e parecia gostar mesmo dela. Sinceramente, essa é a primeira vez que ela conhece o amor.
E se a história deles vai dar certo ou não, ninguém sabe. O destino deles ainda está sendo escrito.


Hey amores.
Esse texto surgiu a partir de uma ideia da minha amiga. A ideia foi eu escrever sobre a vida amorosa dela e ela sobre a minha, achei a ideia interessante e decidi aceitar o desafio. Aqui está o texto que ela escreveu para mim. Espero que gostem dos dois.
Beijinhos.
Ray.

terça-feira, 30 de março de 2010

Garota Perdida

(Continuação de Garota Veneno e Garota Problema)


- Ei, vocês. Saiam já daí, eu vou chamar a policia. – Escutei a voz rouca do Sr Berry gritar.

Olhei assustada para Erick procurando por ajuda, mas ele só me fitou do mesmo modo como eu estava fazendo. Ótimo. Então, eu que vou ter que tirar a gente dessa. Tudo bem.

- Vem. – sussurrei, para o Sr Berry não escutar, mas o Erick não se moveu. Ele estava em choque. Só me faltava essa.

- Vem Erick. – falei um pouco mais alto e puxei-o, isso pareceu tirá-lo do transe. Ele passou o braço pela minha cintura, e me puxou para fora da piscina.

Passamos correndo pelo jardim absurdamente lindo, mas não deu tempo de admirá-lo porque o velho senhor Berry estava vindo atrás de nós. Que inferno!

Escalamos o muro pela segunda vez naquela noite. E do mesmo jeito que da outra vez foi sem a menor dificuldade.

Fomos correndo em direção ao meu carro ainda seminus, ou pelo menos eu ainda estava seminua, Erick continuava com as calças dele.

Entramos no carro, girei a chave e pisei o mais forte que pude no acelerador. As paisagens passavam borradas por nós, deixando a linda casa dos Berry para trás.

De repente Erick começou a rir. Olhei-o incrédula, ele estava ficando maluco, essa era a única explicação.

- O que foi? – Perguntei voltando a olhar a estrada.

- Você tinha razão. – disse ele, sorrindo e acariciando os meus cabelos molhados.

- Como?

- Você tinha razão, – repetiu ele mais uma vez – tudo o que é perigoso ou proibido é mais divertido.

Olhei no fundo daqueles olhos azuis e sorri, eu me sentia tão bem e calma quando estava com ele. Não era mais Alisson, a rainha do gelo, eu era só Alisson, a garota normal. E isso me apavorava.

- Eu gosto e você, Ali. – Senti arrepios percorrerem a minha pele com o uso do meu nome abreviado dessa maneira, não senti coragem nem vontade de falar para ele não usar apelidos, para ser sincera, eu tinha gostado.

- Eu... eu também gosto de você Erick. – sussurrei, um som quase inaudível, mas parece que ele escutou porque alguns segundos depois senti a mão dele segurando a minha e fazendo um carinho gostoso.

Depois de muito discutirmos para onde ir, resolvemos comer uma pizza, acabando a noite de uma forma mais simples, sem fortes emoções, ou era assim que era para ser.

Vestimo-nos e saímos do carro, fomos em direção a casa onde tinha o letreiro Pizzaria Mamma Mia. Eu sei, brega. Mas acredite ou não eles fazem a melhor pizza do mundo. Sentamos em uma mesa arejada, escolhemos rápido a pizza, logo o silencio imperava no lugar, mas eu já tinha uma noção do que fazer.

- Bem... – Comecei, Erick fez um aceno com a cabeça em sinal de que eu podia continuar. – você disse que sabe coisas sobre mim, mas eu não sei nada sobre você. – olhei-o com a minha melhor expressão pidona.

- Bom... – começou ele e sorriu. – Eu tenho 17 anos, nasci na Califórnia, mas me mudei para Londres ainda bebê, depois me mudei para NY onde vivi até faz pouco tempo, mas agora estou aqui de novo. Pronto. – Ele sorriu mais uma vez, fazendo covinhas nascerem no canto da sua boca.

- E.. o que você sabe sobre mim?

- Sei que você é Alisson Hills, mas para mim é só Ali, sei que você tem 16 anos e está no segundo ano. Sei que é a rainha do colégio, e também sei que é a garota mais linda que eu conheci em toda a minha vida.

Senti minhas bochechas pegarem fogo e preferi mudar de assunto.

- Quantas vezes já namorou Ronalds?

Ele mordeu o lábio parecendo conter o riso.

- Só uma, mas foram quatro anos de namoro. – Uau! Eu nunca tive um namoro que durasse tanto, no máximo três meses, e isso quando eu não me cansasse do cara antes. – E você Hills? – perguntou ele.

- Bem, o que eu tive não pode ser chamado de namoros mesmo, eram no máximo três meses, e na maioria das vezes, eu não sentia nada demais – assim que disse isso dei de ombros, dando uma mordida na pizza que já tinha chegado.

- Posso te perguntar uma coisa, Ali? Pode ser sincera com isso?

- Claro. – respondi. Meu coração batia forte no peito de nervosismo pela pergunta que ele faria.

- Você já se apaixonou, Ali? – Ok! Eu realmente não devia ter deixado ele fazer a pergunta.

- Bem, eu acho – engoli em seco – acho que só uma vez, mas eu era muito criança e ele não gostava de mim. – Balancei a cabeça tentando reprimir as memórias.

Erick me olhou com pena e eu detestava isso.

- Mas tudo bem sabe, já faz muito tempo, e sério, eu não quero falar sobre isso.

- Você sempre pode falar comigo sobre tudo Ali. – Ele colocou sua mão sobre a minha, em sinal de apoio.

Meu coração bateu forte no peito, seu toque causava ondas elétricas por todo o meu corpo. Isso não podia estar acontecendo, eu reconhecia esses sintomas, e isso decididamente não está acontecendo. Eu estou...me apaixonando?

Levantei-me abruptamente da cadeira indo em direção ao carro.

Erick veio correndo atrás de mim chamando meu nome. Desculpe por isso, Erick. Desculpe por tudo.

Quando eu estava prestes a abrir a porta. Ele segurou forte os meus ombros e fez-me virar para ele.

- O que foi, Ali? – perguntou ele me olhando confuso

- Desculpe Erick. Eu não posso mais, eu estou sentindo coisas que não eram para serem sentidas, eu não posso ficar aqui com você.

- O que? O que você está sentindo?

- Eu acho que estou me apaixonando por você. – Disse isso com todo o pesar que pude, mas não pareceu a mesma coisa para o Erick. Ele abriu um sorriso enorme.

- E eu por você.

Erick segurou minha cintura e puxou-me para mais perto dele, colando nossas bocas, sua língua procurava pela minha com urgência, seus lábios macios e duros ao mesmo tempo contra os meus, sua mão fazendo carinho na minha cintura. Tudo isso parecia tão real, tão especial. Eu não queria parar, mas tinha que fazê-lo.

- Eu não posso Erick.

- Porque? – perguntou ele mais uma vez. Com seus olhos azuis lindos suplicantes.

- Eu tenho medo. Medo de não dar certo. Medo de perder você.

Ele sorriu.

- Vamos deixar que o tempo decida isso, tudo bem? – Dizendo isso ele voltou a encaixar sua boca na minha, e dessa vez eu não iria pará-lo, não tinha motivos pra fazer isso. Sentia-me quente e fria ao mesmo tempo. Um dos efeitos de Erick em mim.

Fitei mais uma vez seus olhos azuis gelo, eu queria me afogar neles, deixar que eles me levassem para sempre. Acho que finalmente a rainha do gelo achou o fogo.


Oi meus amores! Aqui estou eu mais uma vez com a ultima parte de Garota Veneno *cry* espero que gostem! E desculpem pela demora, a vida aqui está muito corrida. Vou sentir saudades de escrever essa história. Garota Veneno foi um conto baseado na musica 'Menina Veneno' pra quem queria saber de onde vinha a inspiração. Vou pedir uma coisinha pra vocês, sempre comentem o que estão achando ok? Mesmo que estejam odiando. Gosto sempre de saber o que vocês acham pra poder sempre melhorar.

Beijinhos sabor de Hortelã.

Ray.

sábado, 6 de março de 2010

Garota Problema

(Continuação de Garota Veneno)

Foco. Preciso manter o foco. Não vai ser um misero novato que vai me tirar o sossego, eu não posso deixar que ele faça isso. Tenho toda a experiência que toda garota sonha em ter: namorei inúmeros garotos, e dei o pé em todos eles. O que mais uma garota pode querer?

Tudo bem, eu sei, muitas responderiam “Amor”, mas falando sério, quem em sã consciência pode querer uma sentença de morte dessas? Pedir para se apaixonar por alguém é a mesma coisa que suicídio. E outra coisa, amor é tão meloso – eca – muitas pessoas matam e morrem por amor.

Então agora eu pergunto, para que isso? Para ficar que nem sorvete no sol? Se derretendo pelo outro? Desculpe, mas se amar for isso eu prefiro mil vezes a vida que estou levando. É tão mais divertida.

Olhei mais uma vez para o meu relógio. Já era quase meio dia. E eu tinha um plano feito. E Erick que me desculpe, mas ele seria minha próxima vitima.

- Senhorita Hills. – Escutei chamarem-me longe, levantei minha cabeça instintivamente a procura a pessoa que chamou meu nome. – A senhorita parece dispersa hoje. – Disse meu professor de física, Sr Andrews.

- Desculpe, Sr Andrews, estou com uns problemas pessoais.

- Se for o tipo que eu possa ajudar, Alisson. – Ele deu um meio sorriso, como os que ele dava quando estava xavecando as alunas. Patético.

Devolvi o meio sorriso para o meu velho professor de física e pude sentir o prazer de vê-lo segurar a respiração.

- Desculpe, mais uma vez senhor Andrews, mas não é o tipo de problema que um senhor velho possa me ajudar.

Sua testa ficou vermelha de fúria. E, tudo bem, sei que não devia ter feito isso, mas foi tão...divertido. E de que valeria ser a rainha da escola se você não pode ter alguns benefícios com isso?

O sinal tocou. Salva pelo gongo. Rachel veio para perto de mim.

- Adorei o jeito como você deu o fora no Andrews, Ali. Ele ficou uma fera com você.

- Já disse que odeio apelidos Rachel. – disse eu olhando-a friamente e não dando a mínima para o que ela tinha acabado de falar.

Ela pareceu magoada. Em geral eu gosto de magoar as pessoas, e como eu disse, não é cruel, é só mais uma forma de diversão, mas agora me deu um aperto no peito ao vê-la assim. Mas eu não ia pedir desculpas. Não mesmo.

- Desculpe Alisson, - disse ela, já se recompondo – e então? Já decidiu quem vai ser a próxima vitima? – Perguntou com um sorriso diabólico nos lábios.

- Quem mais poderia ser?

Sorri por dentro, Rachel é o tipo de pessoa que aprende rápido todas as táticas e é isso que eu adoro nela, além dela ser o meu centro de informações sobre tudo e todos, e por falar nisso...

- Ok Rachel, o que descobriu sobre o Ronalds?

- Sabia que mais cedo ou mais tarde você iria me perguntar isso. – murmurou ela e logo em seguida engoliu em seco. – Bem, Alisson, não consegui descobri nada, a única coisa que eu sei é que ele morava em NY.

Como assim não descobriu nada? Isso é impossível, Rachel sempre sabe de tudo.

- Nada? Rachel, como assim? Nem do que ele gosta? Nem do que ele faz? Nem do que ele não gosta? Nada?

Rachel balançou a cabeça negativamente fazendo seus cachos ruivos baterem nas suas bochechas.

Dava para ver pelas bochechas rosadas de Rachel que ela se decepcionou com isso, um garoto como Erick Ronalds só podia ter inúmeros podres em sua vida. E era isso que a matava por dentro, não poder descobrir nada sobre uma pessoa.

E isso que me deixava ainda mais interessada nele, um garoto que era um mistério, um verdadeiro desafio para mim.

Despedi-me de Rachel e fui até os armários e lá estava ele. Em toda sua gloria, ao auge dos dezessete, do mesmo jeito de quando eu o vi pela primeira vez.

- Oi! – falei dando o meu melhor sorriso de flerte.

Ele se virou e quando viu que era eu quem estava falando com ele, abriu um grande sorriso.

- Oi, Alisson. Melhorou seu senso de coordenação desde a ultima vez que nos vimos?

- Bem, se eu não caí agora então acho que sim. – mordisquei o canto da boca, olhando para ele.

Ele riu.

- Sabe Hills, escutei umas coisas interessantes sobre você. – disse ele, e nesse momento meu coração simplesmente parou de bater. O que ele pode ter ouvido?

Não deixei transparecer nada da minha insegurança, ao invés disso mostrei-lhe o sorriso mais sedutor que podia e encostei-me no armário ao lado do dele.

- É mesmo? Mas eu estou em desvantagem, não sei nada sobre você.

Ele abriu ainda mais o sorriso, se é que isso era possível.

- Você sabe tudo o que precisa saber, – disse ele olhando-me nos olhos, mas tive que desviar o olhar, se eu ficasse muito tempo olhando nesses olhos azuis tinha perigo de afundar dentro deles. – mas se você quiser saber mais que tal um encontro?

- Perfeito, mas eu que te levo, não gosto de ficar dependente de caras.

- Sei muito bem disso, – Disse ele – mas agora eu tenho que ir Alisson, as 7, marcado?

- Totalmente.

Ele se afastou de mim.

O dia foi passando devagar, até eu decidir o que faria com Erick a noite, e surgiu uma ideia genial.

Arrumei-me toda. Eu estava uma mescla de sedutora e anjo, o que era perfeito. Uma dica: nunca se vista como uma completa vadia ou como uma anja total. O meio termo é sempre perfeito.

Peguei as chaves do carro e fui em direção a casa do Erick. Quando cheguei buzinei uma vez e ele saiu de casa. Estava lindo, parecia um anjo.

Concentração Alisson, você está aqui para conseguir a próxima vitima, não pode ficar de namorico mesmo.

Erick entrou no carro.

- E então, para onde vamos? – Perguntou ele.

- Isso é segredo – Disse eu sorrindo para ele.

Pisei no acelerador, as casas passavam rápido por nós, o vento batendo em nosso rosto, uma sensação de liberdade.

Parei em frente à casa dos Berry, um casal amigo dos meus pais. Eu sabia que eles não estavam em casa porque eles estavam no teatro com os meus pais, e também sabia que eles tinham uma piscina enorme em casa graças aos churrascos entre famílias.

- Porque paramos? Onde estamos? – Perguntou Erick para mim com cara de assustado.

Eu dei uma risada.

- Fique despreocupado, é uma pequena mudança de planos. – disse, logo em seguida dou uma piscadela.

Ele abre um enorme sorriso.

- Então vamos lá.

Escalamos o muro da casa sem dificuldade alguma.

- Então, o que faremos?

- Que tal um banho de piscina?

- Mas eu não trouxe roupa de banho.

Olhei para ele e sorri.

- Nem eu.

Comecei a tirar a camisa deixando o meu sutiã vermelho aparecendo, e quando terminei pude ver a cara de bobo dele. Maravilha.

Logo em seguida tirei a calça e pulei na piscina, mas Erick ficou lá parado, só me olhando.

- Não vai entrar? A água está ótima.

- Isso não é perigoso?

- Sim.

- Então..

- Não dizem que o perigoso é sempre mais divertido? – Disse sorrindo maliciosamente para ele.

Ele sorriu e começou a tirar a camisa, pude ter um vislumbre de seus músculos e quase tenho um infarto. Então ele pula na água, de calça e tudo.

Quando ele voltou a superfície joguei água nele, ele fez uma cara de mal e veio atrás de mim nadando, demorou um pouco até ele conseguir me segurar.

Nossos rostos ficaram a centímetros um do outro. Nossos olhares colados. Mesmo os seus olhos de um azul profundo, que antes eu quase não conseguia olhá-los, mas agora era diferente, agora eu queria me afundar naquele olhar. Éramos só eu e ele naquele lugar. Sem vitimas. Sem planos, sem nada.

- Você é tão linda. – Disse ele passando a mão pala minha cintura.

Senti meu rosto pegar fogo. Seu rosto se aproximava do meu lentamente, passei meus braços pelo seu pescoço e nossas bocas se selaram.

Uma parte de mim falava “Pare com isso agora Alisson, lembre-se do plano” e a outra, uma parte bem maior que a primeira gritava “CALA A BOCA!”

Dentro da casa uma luz se acende.



Peeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeople! Aqui está, conforme o prometido a continuação de Garota Veneno, e como puderam ver, acaba na metade, isso quer dizer que sim! Irá ter a continuação que será o Grand Finally ou seja la como se escreve enfim, depois voltarei as minhas postagens normais, e sim, também continuarei o conto da Natasha e do Fê como a Jessy pediu, o que vocês não me pedem sorrindo que eu não faço chorando hein? Me digam o que estão achando, ok? Enfim era só isso mesmo. Beijinhos gosto de hortelã.

Ray

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Garota Veneno


Olhei mais uma vez o garoto com cara de bobo as minhas costas.
Sempre gostei dessa hora, à hora do fim. Para alguns essa expressão pode parecer triste, até mesmo deprimente, mas não para mim, é como musica, uma doce melodia.
- Mas, você não pode ir. – balbuciou o garoto atrás de mim mais uma vez, na tentativa patética de me fazer ficar.
- Olha, hm.. – droga! Esqueci o nome dele. – olha amigo, foi bom enquanto durou, mas agora já acabou.
Essa era minha parte predileta. Já perdi a conta de quantas vezes fiz, e nunca perde a graça, pelo contrario, toda vez que eu a repito parece que fica mais doce na minha boca, eu sempre quero mais.
Algumas pessoas podem achar que o que eu faço é doentio, mas sinceramente, não é. É só mais uma forma de diversão, alguns vão ao parque para se divertir, outros vão ao cinema. E eu destruo corações. Simples.
Senti uma forte pressão no meu braço. Virei-me rapidamente e pude ver o rosto do garoto quase colado ao meu, pude ver seus olhos verdes pedindo, implorando, para eu ficar, eu quase cedi. Quase.
- Você não pode ir assim, sem mais nem menos, me deve uma explicação – disse ele tentando fazer com que a voz soasse dura e exigente, mas falhando ridiculamente. Coitado, chegava a dar pena.
O que posso dizer? Adoro quando eles fazem uma cena, adoro vê-los implorar para eu não ir, ou então quando agem feito machões me exigindo uma explicação.
Soltei-me de seu aperto de urso, agora era fácil, com a prática. Mas no começo eu ficava com meu braço doendo por dias. Era incrivelmente irritante.
- Perdeu a graça. – disse eu, dando de ombros logo em seguida. Eu não estava mentindo, posso ser muitas coisas, mas não sou mentirosa. Ainda mais nesses momentos, é sempre mais delicioso contar a verdade na hora do fim.
- Você só pode estar brincando comigo. – escutei ele falar atrás de mim. Nem me dei ao trabalho de me virar, o tempo dele já estava acabado.
- Se cuide, querido. – disse eu fechando a porta atrás de mim. Uma saída de mestre, impecável como sempre. Palmas pra mim.
Sentia-me tão indiscutivelmente satisfeita que soltei gargalhadas pela noite, fazendo reverencias para a lua cheia.
Posso estar parecendo uma vilã, mas acredite em mim, eu não sou. Vejo-me como a mocinha, que vinga todas as garotas. Eu só faço a mesma coisa que os caras, faço eles se apaixonarem por mim e logo depois arranco o coração deles. As vezes não demora muito, outras vezes é mais demorado do que o desejável, mas é sempre recompensador.
Não é difícil fazer os caras se apaixonarem por mim, sou bonita ao ver deles, tenho um corpo bom, e olhos castanhos claros, eles sempre caem na armadilha. Como cachorrinhos.
- Eu consegui mais uma vez - sussurrei para o luar e abri a porta de casa.


Uma semana já se passou. Eu finalmente descobri qual era o nome do meu mais recente ex-namorado, parece que era Mike, ou Max, ou alguma coisa parecida com isso. Ele era extremamente determinado, isso não se pode negar, e quanto mais ele insistia para eu voltar com ele, mais me dava pena.
- Alisson! – Escutei minha melhor amiga, Rachel, falar comigo. – Você não sabe da ultima.
- Conta aí.
- O Mike ta falando por aí que você é a maior vadia por isso ele terminou com você.
Então quer dizer que ele já desencanou.. eu nem ligo que diga que ele terminou comigo, nós dois sabemos da verdade.
- Ok, mas alguma coisa?
- Bem, sim.
- O que é?
- Bem, é que chegou um garoto novo no colégio – ela olhou sua “lista de fofocas” que sempre carrega consigo. – Parece que o nome dele é Erick Ronalds, e as meninas estão dizendo por aí que ele é muito gato.
Hmm, mais uma vitima?
- Que série? – pergunto interessada no assunto.
Ela revê sua lista mais uma vez antes de responder.
- Hm, terceiro.
- Certeza?
- Sim – responde ela com um sorriso malicioso no rosto. – No que você está pensando?
Retribuo o sorriso malicioso.
- No mesmo que você. – todos os meus pêlos se arrepiam com a adrenalina. – vamos procurar esse novato.
Rachel me arrastou por todos os cantos do colégio até encontrarmos o bendito novato, ele estava na secretaria mostrando os papéis da sua transferência. Só dava para vê-lo de costas e mesmo assim ele já fazia jus ao seu novo apelido de gato. Seus ombros eram tão fortes que pareciam poder pular a qualquer momento para fora da jaqueta, era alto e tinha os cabelos castanho escuros. Mas infelizmente parece que teríamos que esperar até o intervalo para nos conhecermos.
O dia passou razoavelmente rápido, não conseguia me concentrar direito, pensando em formas de abordagem boas o suficiente.
Saí da sala de aula apressada, não estava prestando muita atenção para onde estava indo. Até que tropecei em alguma coisa.
Eu estava caindo quando senti uma mão forte me segurar e me puxar para cima novamente.
- Você devia olhar para onde vai. – Escutei uma voz de homem falar comigo.
Olhei para cima, para ver a quem a voz pertencia. E fiquei chocada com a pessoa.
O menino era incrivelmente lindo, músculos fortes e bem definidos, rosto com traços bem definidos, uma boca com o lábio inferior um pouco mais cheio que o superior, e os olhos profundos e azuis, como o mar. Tive que olhar duas vezes para ver se ele realmente era real.
- Erick Ronalds, – disse ele sorrindo com seus dentes incrivelmente brancos. – e você é a...?
- Alisson, Alisson Hills.
- Bom Alisson, tome mais cuidado da próxima. A gente se vê por aí. – disse ele se afastando de mim. Tive vontade de segurá-lo e conversar, afinal, ele era a próxima vitima, mas eu não consegui, simplesmente fiquei lá parada com cara de boba.
Encostei-me no armário e fiquei pensando nos olhos de Erick, os olhos que me fizeram derreter toda em um só minuto. Quem diria, a rainha do gelo se derretendo por um garoto, que ironia.