quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Lembranças de novembro.


Você se lembra daquela tarde mágica de novembro? Aquela em que juramos que nunca deixaríamos um ao outro, aquela em que prometemos sempre sermos um do outro. Tudo aquilo só passou de palavras sem utilidade para você? Porque pra mim foi real, foi ainda mais do que isso. Foi mágico. E eterno. Dói saber que para você eu não era a mesma coisa que você era para mim. Dói saber que o nosso amor “eterno” não passou do primeiro obstáculo. Afinal, o que eu fui para você? Você realmente sentiu algo por mim? Ou eu não passei de uma simples lembrança na sua mente? Eu ainda me lembro da primeira vez que dissemos “Eu te amo” foi inesquecível para mim, mas e para você? Eu ainda estou aqui, mas onde está você?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pedido de Ano Novo

Jenn

Não era para ser assim, foram dois anos! Dois anos da minha vida que eu dediquei a uma relação frustrada. O pior é que eu realmente o amo, foram os dois anos mais incríveis até ontem.

Eu não sou mais nenhuma adolescente apaixonada, não posso mais investir tanto em uma coisa que não tem futuro. Mas como convencer o meu coração do que a minha mente já sabe? Que Luke nunca estará pronto para assumir uma relação série, nem comigo nem com qualquer outra mulher?

Meu celular vibrou na minha bolsa me obrigando a pensar em outra coisa e não em Luke. O numero que está no visor não pertence a Luke e sim a minha melhor amiga, Lexie.

- Oi, Lexie – Falei sem ânimo.

- Hey, Jenn! – Gritou ela no telefone. – Onde você está, garota? Te procurei a noite toda. – Sua voz estava embargada, provavelmente estava bêbada.

- Onde você acha que eu estou?

- Own, bebê, - seu tom ficou dramático – não fique assim por causa do Luke, ele nunca te mereceu.

- Vá dormir, Lexie – Disse eu com toda paciência que me restava.

- Mas é noite de ano novo! – Choramingou ela.

- Tanto faz.

- Olha, Jenn, eu estou na casa do Jason, passa aqui qualquer hora.

- Ok. – e desliguei.

O visor do celular piscava avisando que eu tinha acabado de receber uma mensagem.

- Oi Jenn, sou eu. – A voz era de Luke – Olha, precisamos conversar, por favor me diga onde você está! Me ligue quando receber essa mensagem.

Instantaneamente a imagem de Luke passou pela minha mente, um resumo desses dois anos passou como um filme.

Era Luke, sempre foi Luke.

Droga!

Luke

Jenn tinha que estragar tudo! Já estava tudo planejado, eu ia pedir a mão dela em casamento hoje. Bem, não foi exatamente Jenn que estragou e sim Ben (o meu irmão mais velho) tentando me dar cobertura ele simplesmente disse para ela que eu nunca casaria, que eu tinha criado trauma depois da separação dos nossos pais.

Mas é exatamente o contrario, depois da separação deles eu jurei que quando tivesse minha família eu nunca iria deixá-la como o meu pai fez. E Jenn era a mulher da minha vida, mas ela simplesmente surtou e sumiu.

Eu tinha ligado para Lexie minutos antes, mas ela estava bêbada demais para falar, me xingou de mil e um nomes, uns eu sequer conhecia, mas ela não me falou onde Jenn estava. Onde estaria ela? Onde estaria a minha Jenn?

Então eu lembrei de como nos conhecemos, há exatamente dois anos, na beira da praia, nossas famílias estavam festejando juntas, então eu a vi.

Linda, uma amiga de infância que tinha ido passar dois anos em Londres e só voltou para Miami no dia anterior.

Eu nunca vi uma mulher como aquela, foi só eu bater meus olhos nela para saber que era a minha alma gêmea, pode parecer uma coisa muito gay de se dizer, mas um homem de verdade não tem vergonha de dizer que ama. E é isso que eu sinto por ela: amor.

Então eu percebi onde ela estava, virei o carro e fui em direção a praia, demorou pouco para chegar e lá estava ela, sentada com seu vestido branco na areia, com a cabeça apoiada nos joelhos.

Somente a luz da lua iluminava seu rosto. Deus, como ela estava linda.

- Jenn – Sussurrei.

Ela limpou o rosto.

- Vá embora, Luke, você não tem nada o que fazer aqui.

- Sim, eu tenho, Jenn – Respondi me aproximando dela. – O que Ben disse não passa de mentiras, ele estava me dando cobertura para fazer o que eu tinha que fazer, mas como ele ia adivinhar que você iria fugir?

- Então me diga, Luke, você um dia vai querer se casar?

- Claro que sim, eu quero. E quero que seja com você. – Tirei a caixinha que continha o anel do meu bolso e fiquei de joelhos. – Você é a mulher da minha vida, Jenny Sullivan, e não vai conseguir fugir de mim, nem que queira. – Ela soltou uma lufada de ar ao ver o que eu estava prestes a fazer. – E você quer casar comigo?

- Ela colocou as mãos na boca e as lagrimas começaram a cair de seus olhos.

- É claro, Luke, é claro que eu caso. Eu te amo tanto.

Fiquei de pé novamente, coloquei o anel em seu dedo e a beijei. Beijei com toda a urgência e amor que eu conseguia.

- Eu também te amo, Jenn, sempre amei.

Hey sweethearts!

Esse conto era para ser postado na passagem de 2011/2012, porém eu passei o meu final de ano em um lugar que não tinha internet, então o jeito foi postar hoje, então, o que acharam desse conto? Espero que gostem. Como foi o fim de ano de vocês? Tomara que tenha sido bom. TUUUUUUUUDO de melhor para vocês em 2012 que todos os seus solhos se tornem realidade. Love you, guys.

Beijos cintilantes,

Ray.

domingo, 20 de novembro de 2011

Segredos de uma bailarina

Plié, arebesque, sissone...

Palavras dificeis, mas eram nelas que eu tinha que me concentrar nesse momento, era no balé que eu tinha que me concentrar agora e não em Evan. Ou em seus olhos verde-amarelados lindos, ou em seu seu sorriso que sempre me encantou desde que nos conhecemos e isso é... desde sempre.

- Concentração Mary Anne. - Gritou no minha treinadora, Srta Chewsty.

Segundo ela, o meu talento para o balé é nato, desde pequena eu era a "menina prodigio" do balé, o orgulho da pequena cidade de Midletown, aquela que um dia seria "la première ballerina" de alguma grande companhia de balé. Essa cidade decidiu o que eu seria antes mesmo de mim.

Dançar costumava a ser uma benção pra mim, um lugar seguro para onde fugir quando o mundo estivesse desabando sobre mim. E acredite, isso acontece muito. Hoje é mais uma obrigação, uma pressão incrivel sobre minhas costas.

Cada criatura dessa cidade se ocupou de uma parte do meu treinamento, se eu quiser comprar doces eu não posso, porque isso vai ter consequencias no meu treinamento. Todos negam tudo a mim em favor do meu treinamento.

Eu amo dançar, amo o modo como o meu corpo se move suavemente sem eu ao menos ter que pensar direito, só preciso escutar a musica e meu corpo faz o resto. Mas eu não quero ser bailarina... ou quero, eu não sei. Ninguém nunca me deixou decidir.

E esse é o meu primeiro segredo.

A unica pessoa que o conhece é o meu sempre doce e adoravel, mas infelizmente, melhor amigo. Evan Simons.

Acho que esse garoto de 17 anos me conhece mais que eu mesma. Ele sempre esteve lá quando o mundo desabou, ele sempre foi o meu ombro amigo, sempre foi nele que eu me apoiei para me levantar. Vai ver por isso eu me apaixonei por ele: pelo fato de ser uma pessoa confiavel e incrivelmente compreensivel.

E esse é o meu segundo segredo: eu sou, sempre fui e provavelmente sempre serei perdidamente apaixonada pelo meu melhor amigo de infância.

Como se houvesse algum tipo de ligação magica entre Evan e meus pensamentos, ele aparece e se senta na ultima cadeira do auditório.

Imediatamente paro de me concentrar em minha dança e me concentro nele.

Ele estava lindo, para variar, como se fosse possivel Evan estar feio alguma vez. Ele estava com sua jaqueta de couro preta e seus cabelos loiros molhadas por causa da chuva lá fora.

Olhei para o relogio que ficava ao lado do palco e para a Srta Chewsty.

- Já não está na hora de ir?

- O que? - Ela estava tão absorta em seus papeis que nem ouviu.

- O horario do treinamento acabou. - Dessa vez foi um pouco mais alto.

Ela olhou para o relogio e afirmou com a cabeça, essa era a minha deixa para sair.

Aproximei-me de Evan e ele estava com uma caixinha no colo, apontei para a caixinha, sem dizer nada. Ele sorriu e disse:

- Trouxe um cupcake pra você.

- Louvado seja você, Evan. - Agradeci. Se não fosse por Evan eu nunca teria experimentado nada que não fosse saudavel.

- Mas espere. Eu tenho que te apresentar uma pessoa primeiro.

Ele me puxou pelo braço até fora do teatro.

Lá estava uma garota loira observando a chuva. Ela parecia ser muito bonita.

Evan foi para perto dela, a tocou suavemente, sussurrou algo em seu ouvido, e ela se virou toda sorridente pra mim.

- Anne, essa é a minha namorada, Sam. Sam, essa é a minha melhor amiga, Mary Anne, mas eu só a chamo de Anne.

Choque, tristeza, raiva, todos esses sentimentos passaram por mim, mas não pelo meu rosto, ele continuava suave. Abri um sorriso nada menos que verdadeiro e a comprimentei.

Eu podia estar despedaçada por dentro, mas meu rosto não transmitia nada dos meus sentimentos.

Bailarinas fingem, elas sorriem quando não tem vontade. Eu sou uma bailarina, sei fingir.

E esse, é o eu terceiro segredo.
"Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead"
Someone like you - Adele.

Hello Everybody.
Férias galera. Finalmente.
Eu estava com tanta saudade de vocês que eu nem consigo acreditar que eu voltei. Enfim, eu tinha a ideia desse conto fa
z um tempo, mas só hoje tive coragem de escrevê-lo, não sei se ficou bom, o que vocês acham? Eu gostei (um pouco)
Muito obrigada por não desistirem de mim.
Beijos dançantes,
Ray.



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Resposta ao comentario do(a) anonimo(a)

Own, anonimo(a) que coisa linda. Eu não abandonei vocês, é que ando muito ocupada, o ensino médio acabando e já sabem, não é? Tenho textos guardados no meu note, mas ele quebrou, eu já mandei pra conserto. Ando fazendo cursos e mais cursos outra causa da falta de tempo. Podem acreditar, ninguém sente mais falta do GAS do que eu. Sei que muitas pessoas não vão ler isso e muitas nem vão ligar, mas preciso dar uma resposta. Eu não abandonei vocês e nem vou abandonar. O GAS é o meu mundo. Um dos unicos lugares onde eu posso ser eu mesma. E fico muito feliz de ver que algumas gostam realmente daqui. <3
PS: dia 19 eu fico de férias, então irão ter novas postagens por aqui, EU JURO!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Scarlet

Ela andava a passos largos em direção oposta a todos os outros, tentando, desesperadamente, afastar-se de todos os olhares que insistiam em persegui-la. Mas não adiantava, não importava o quanto ela fugisse, os olhares sempre se voltavam para ela, sempre as cabeças viravam-se para vê-la.

Ela não sabia, simplesmente não entendia porque era o centro das atenções aonde quer que fosse. Ela só queria ficar sozinha só por um simples instante.

Porém eram simples os motivos que faziam com que todos se encantassem por ela em um simples olhar. Os traços de seu belo rosto eram fortes como os de uma escultura, pareciam que foram esculpidos pelo mais talentoso dos artistas; sua pele morena era macia, suave como seda; seu corpo era cheio de curvas convidativas e luxuriantes, isso fazia com que todos os homens a sua volta – sejam eles jovens ou velhos – não conseguissem conter o desejo que lhes saltava os olhos e, por fim, seus olhos, seus belos olhos castanhos tão profundos e misteriosos como uma noite escura, olhos que por tantas vezes me peguei me afundando e não querendo, nem por um instante, ser salvo daquela calorosa e convidativa noite.

Mas Scarlet não fazia ideia de seus efeitos nos outros, não chegou nem mesmo a desconfiar. Ela sempre se achou uma garota normal, sem graça até.

Ela podia ter quem quisesse a hora que quisesse, era só estalar os dedos e eles estariam ali, prontos para agradá-la em tudo o que ela desejasse; babando por ela, pela sua beleza. Mas Scarlet não queria ninguém. Correção: Ela não queria ninguém que ficasse com ela apenas pelo que vê, ela queria alguém que gostasse realmente dela, que risse de suas besteiras sem sentido, que conversasse olhando para seus olhos e não deslizando os olhos pelo seu corpo. Alguém que realmente notasse que por trás dessa mulher madura e segura de si há uma menina imatura e insegura que só precisa de uma pessoa que a ame de verdade, independente das aparências.

Suspiro, sabendo que esse alguém poderia ser eu.

Se ela ao menos soubesse que eu existo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

11 coisas

Rabisquei o papel pela milésima vez, minha mente não saía nem por um minuto daquela maldita lista de imperfeições que se encontrava na minha mão.

Sim, admito, eu estava obcecada naquilo. Mas eu precisava de algo para me prender, para não me deixar correr pelos corredores do colégio empurrando um e outro e não pular nos braços de Brad.

Nem sei ao certo o que aconteceu. Eu me apaixonei por ele, mas parece que o mesmo não aconteceu com ele em relação a mim. Ele só entrou nesse conto de farsas por uma aposta. Ele só me humilhou por uma aposta! Cruel, canalha e pensar nele não me ajuda em nada. O problema é que minha mente se recusa a acabar os meus pensamentos com relação a ele.

Eu ainda amo aquele maldito.

Por isso eu me agarrava àquela maldita lista que estava na minha mão nesse exato momento. Sua lista de defeitos. Mesmo sendo o idiota que eu sei que ele é, achar pequenos 10 defeitos foi incrivelmente difícil.

Não aguentava mais olhar Brad todos os dias, não aguentava mais escutar sua voz recitando mentiras para mim. Quando lembro o nosso namoro meu coração aperta como se uma faca fosse enfiada nele sem dó nem piedade. Faz-me ofegar de tanta dor.

Lembrei-me de como éramos perfeitos juntos. De como nossas mentes se completavam, de como eu me sentia livre com ele, como se a qualquer momento fosse começar a voar. E, por último, lembrei do fim.

- Eu não posso acreditar que você fez isso comigo, Brad! – Eu gritava, recusando-me a deixar as lágrimas caírem e ser tomada por um choro incontrolável. – Você brincou comigo por causa de uma aposta, de uma maldita aposta.

- Começou assim, Sam, mas se tornou outra coisa. Você precisa acreditar em mim! Eu amo você!

- Como eu posso acreditar em você agora? Você brincou comigo como se eu não passasse de lixo.

- Eu sinto muito, Sam.

Escutar meu apelido vindo com tanto carinho da sua boca mentirosa me fazia estremecer, um dos únicos efeitos dele sobre mim que restaram. Quando eu ainda acreditava nele, acreditava naquela voz, eu não conseguia conter o arrepio em toda minha pele e o estremecimento que percorria minhas costas ao vê-lo pronunciar meu nome daquela forma tão carinhosa, como se quisesse me envolver com seus braços e sussurrar que tudo ia passar.

Era um bom mentiroso, tenho que admitir. Alguém poderia, por favor, dar o Oscar de melhor ator para ele? O garoto merece.

- Chega, Brad! – Cuspi as palavras para ele. – Você mentiu para mim, me fez de boba, eu não quero escutar nem mais uma palavra.

Nesse momento eu já tinha me virado para ir embora quando ele segurou meu braço impedindo que eu fosse.

- Me larga! – Eu Gritei – Eu tenho nojo de você, Brad. Eu quero você longe de mim.

Isso pareceu atingi-lo como um soco no estômago, mas logo ele se recompôs sem soltar meu braço.

- Talvez, fazer você escutar não seja a melhor opção para mostrar que eu estou realmente arrependido. – Sussurrou ele contra mim.

Depois disso, tudo foi rápido demais para descrever em detalhes. Um de seus braços foi para trás do meu pescoço, com sua mão acariciando meus cabelos, o outro braço me envolvia pela cintura, apertando-me contra seu corpo. A proximidade fazia com que todos os meus pelos se eriçarem.

Seus lábios se encaixaram nos meus de forma como se fosse impossível fugir deles. Ele nunca tinha me beijado daquele jeito, com tanto ardor, tanta emoção, ele me mostrava o quando estava arrependido com seus lábios.

Já não adiantava. Era tarde demais.

Debati-me em seus braços o que era inútil. Brad era forte demais para mim.

Depois de algum tempo tentando me afastar dele, mas sem sucesso desisti de fazê-lo, ao invés disso eu sentia seus lábios se movendo contra os meus. Para ser sincera eu queria sentir aquilo desde o começo. Um último beijo.

Quando ele parou parecia tão satisfeito consigo mesmo que nem mesmo viu minha mão indo em direção ao seu rosto com todas as forças que me restavam.

- Eu disse para você me deixar em paz. – Virei-me e fui embora.

Aquela tinha sido uma noite difícil.

Estava tão inclusa em meus pensamentos que nem notei quem estava a minha frente com um buquê e rosas brancas em uma das mãos e um microfone na outra. Brad.

- Samantha Ann Holdiggins. – dizia ele com sua voz carinhosa fazendo-me estremecer, sua voz reverberava por todo o sistema de som do colégio. – Eu sei que eu errei. Fiz aquela maldita aposta, mas a verdade é que eu não precisava de aposta nenhuma para continuar com você. Eu daria todo o dinheiro do mundo para ficar com você. Daria todo o dinheiro do mundo para que você me aceitasse de volta. Por favor, eu imploro, me aceite de volta.

Ruídos de aprovação surgiram da multidão curiosa a nossa volta.

- Vá embora, Brad. Você não tem nada o que fazer perto de mim.

Comecei a andar tentando me afastar dele, mas escutei coisas caindo no chão e passos vindos em minha direção depois de poucos segundos ele já estava a minha frente.

- Eu não vou embora e não vou desistir de você. Nunca. E sabe por que isso? Porque eu te amo, confia em mim.

Afastei-me alguns passos dele, pegando a lista e a caneta escrevi seu décimo primeiro defeito.

Defeito nº11 – Ele não desiste. Nunca.


Brad veio até mim, me envolveu em seus braços fazendo-me esquecer do mundo.

Joguei a folha de papel no chão. Não precisava mais dela.

domingo, 17 de abril de 2011

Dirty Little Secret

Cassidy olhava para mim com seus olhos azuis penetrantes como se eu tivesse cometido um crime. E eu tinha, só que ela ainda não sabia disso. Por enquanto o interrogatório se restringia aos dois vestidos que ela segurava e qual ficava melhor nela.

- Amber, se você não se decidir eu não posso me decidir.

Parei de digitar em meu blackberry e olhei confusa para ela. Eu tinha escolhido o meu vestido há duas horas. Um lindo vestido preto básico com um decote nas costas.

Cassidy revirou os olhos para mim.

- Não estou falando sobre você se decidir pelo seu vestido. Estou falando sobre você se decidir sobre o meu. Qual dos dois você prefere?

Um dos vestidos era verde musgo com um decote em ‘V’ que ia até o umbigo e o outro era um tomara-que-caia rosa minúsculo que, caso ela se abaixasse daria para ver até seu útero. Os dois faziam o estilo “Sou puta, mas sou rica então vocês vão ter que me engolir.”

-Já disse que os dois ficam bem em você. Agora escolha logo isso para podermos dar o fora daqui.


- Acho que vou experimentar de novo – E sem falar mais nada ela entrou no provador outra vez.

Não acredito. Ela vai experimentar de novo
. – Digitei para Tyler.

Afinal, quantos vestidos ela experimentou hoje? – Perguntou

Vários – Respondi com um suspiro.

Larga ela aí e vem me ver – Propôs ele.

Tentador, mas você sabe que eu não posso.

Ok, 20h na minha casa então?

Perfeito

Mal posso esperar.

- Amber, vem aqui, preciso de você.

Desliguei o blackberry fui até o provador. Quando entrei encontrei uma Cassidy estupefata por não ter conseguido entrar no vestido.

- Me ajuda! Eu tenho que fechar esse zíper.

Ajudei.

- Pronto! Finalmente entrou, e então, o que acha?

- Não está muito pequeno? Talvez você devesse pegar um tamanho maior.

- Nada disso, um tamanho maior ficaria grande demais, e eu preciso realçar minhas curvas.

- Mas você está respirando aí dentro?

- Eu não preciso respirar, preciso estar divina.

- Se você diz...

- Sabe, A, eu estive pensando. Quem você vai levar ao baile mesmo?


- Craig Housts – Respondi automaticamente.

- Hmmm, gostoso. – Ela deu seu veredicto

– Que tal um encontro duplo?

- Não, obrigada, o Craig é só o par para o baile.

- Ah, é mesmo, o namorado misterioso, algum dia vou saber quem é esse cara?

- Quem sabe...

- Sem essa, não vai me deixar morrendo de curiosidade, vai?

- Você sabe que eu amo fazer isso.


Cassidy voltou a se olhar no espelho e soltou um beijinho para mim.


- Te odeio, vaca.

- Também te odeio, vadia.

Cassidy falou aquilo brincando, mas da já eu. Bom, tinha uma pontinha de verdade no que eu disse.


A maior parte de mim ama a C. Afinal, crescemos juntas, somos melhores amigas desde o jardim de infância, nós somos um legado, nossas mães são melhores amigas, e, provavelmente, nossas filhas também serão.

Mas a outra parte de mim, a menor, grita, faz escândalo mandando eu fazer a pequena C provar de seu veneno de cobra e mostrar a ela que não pode pisar em todos, principalmente em mim.

- Acho que já decidi – A voz estridente de Cassidy ecoou dentro de minha mente, me fazendo acordar de meus ensamentos.

- Ótimo, agora pague essa droga e vamos embora.Eu poderia acaba com a popularidade dela se eu contasse o meu segredo, mas então acabaria com a minha reputação também.

Alguém entrou na loja, alguém cuja voz eu reconheceria mesmo a mil milhas de distancia, alguém cujo os olhos me hipnotizam. Foi Tyler Brown que entrou na loja.

- Tudo bem, meu amor? – Ele puxou Cassidy pela cintura levando-lhe para mais perto, depositando um selinho em seus lábios.

- Como você soube que eu estava aqui?

- A pequena A me avisou.


Cassidy olhou para mim e eu dei de ombros.


- É claro que eu avisei, eu não ia deixar você fazer a gente andar de metrô de novo. Já deu a experiência.


- Own, você é um anjo, sweetheart.

– Ela se aproximou para me dar um abraço. – Eu te amo Little A.


- Eu também. – Sussurrou Tyler.


Ri silenciosamente da situação.

De dia ele estava aqui, com ela. Mas ela não podia imaginar quem estaria com ele de noite, no seu quarto...eu.

- Estão prontos para ir?

Afirmamos com a cabeça, Tyler não tirava os olhos de mim transmitindo o nosso pequeno segredo sujo.

A verdade é que melhores amigas podem dividir tudo. Desde roupas, sapatos, jóias. Até mesmo o namorado.


I'll keep you my dirty little secret

Don't tell anyone or you'll be just another regret

(Dirty Little Secret - The All American Rejects)