Eu sou uma idiota. sábado, 25 de maio de 2013
Use Somebody
Eu sou uma idiota. quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Heartbreakers
Estou ficando louco, aliás, ela esta me deixando louco.
Ela resiste a mim como nenhuma outra fez antes. É uma técnica de tortura. Ela
está me torturando, e eu estou ficando cada vez mais louco.sábado, 14 de abril de 2012
Leia minha mente.
- Eu estou falando sério, Jennifer! – Sarah gritou para mim.- Alguém disse que você não está falando sério, por acaso? – Perguntei, sorrindo.
Agora foi a vez dela de revirar os olhos.
- Eu conheço você Jenni, eu sei que acha que eu estou exagerando como sempre, mas eu não estou!
Era verdade, Sarah exagerava sempre, mesmo com os assuntos mais simples do mundo. Como ela diz mesmo? Ah “O drama dá sempre uma pitada de emoção a essa nossa vida monótona”. É, é isso mesmo que ela vive dizendo.
- Ok, - Ela continuou – se não acredita em mim você terá que ver com seus próprios olhos, o nome dele é Trevor Sanders, ele está no segundo, na sua turma de trigonometria. Oh Jennifer, você precisa ver, sei que não acredita em mim, mas o garoto é simplesmente um deus!
Chequei meu horário, trigonometria era só no sétimo tempo, depois do almoço.
- Sarah, como você sabe de tudo isso? – Perguntei realmente curiosa, o garoto mal chegou a Atlanta e Sarah já sabe tudo sobre ele.
Ela deu uma risadinha e um brilho interessante iluminou seus olhos.
- Você sabe que eu tenho meus métodos.
E se foi toda misteriosa para a sua aula de física.
Sorri. Sarah sempre seria o tipo de pessoa que nós não podemos nos acostumar.
As aulas passavam lentamente, o dia não passava de um borrão tedioso, o sono tomava conta de mim, tudo o que eu queria agora era dirigir a minha velha caminhonete Chevrolet em direção a casa amarela de dois andares onde eu morava com a minha mãe e me jogar na cama.
O sinal da aula de inglês tocou.
Graças a Deus agora era a hora do almoço, uma hora sem escutar o blábláblá que vinha dos meus velhos professores.
Já estava passando pela porta quando minha professora, Sra Robbens, me chamou.
Suspirei.
- Em que posso ajudá-la, Sra Robbens?
- Jennifer, estou preocupada com você. Você era a minha melhor aluna, suas redações me emocionavam, mas agora... – Ela pigarreou tentando achar as palavras certas para a situação. – Bem, desde que seu pai faleceu você perdeu a emoção, seus textos não passam de palavras no papel. Parece que você não está mais sentindo.
Aquelas palavras fizeram meu coração desmoronar, escrever era simplesmente minha vida, eu colocava meus sentimentos no papel, era a única forma que eu tinha de me expressar, mas desde que meu pai morreu, eu não conseguia escrever mais nada. Eu queria chorar ao lembrar dele, queria sair correndo daquela sala e ficar sozinha. Mas ao invés disso eu continuei com a minha mascara diária de desinteresse.
- E daí? – Perguntei em tom monótono.
A Sra Robbens abriu e fechou a boca, depois balançou a cabeça em desgosto. E, finalmente, falou:
- E daí nada Jennifer, desculpe fazê-la perder tempo.
- Tudo bem. – disse e saí da sala.
Peguei um papel que estava dentro do meu fichário, foi a minha ultima redação antes do meu pai morrer. Quando eu ainda era eu mesma.
Não via para onde estava indo. De repente esbarrei em algo forte a minha frente e em seguida senti algo gelado se espalhar pela frente do meu moletom. Espera um minuto. Isso aqui é suco de uva. Droga!
- Desculpa! – Falou um garoto a minha frente.
Passei as mãos desesperadamente pelo meu moletom, analisando o estrago. Ele estava devidamente ensopado. Podia ir para a lixeira agora.
- Merda, Merda, Merda! – Eu repetia sem nem olhar para o cara que pedia desculpas para mim. Sinceramente, seria melhor ignorá-lo para não sair falando coisas que não deveria falar.
- Será que eu posso ajudar? – Perguntou o garoto o qual eu ainda não tinha olhado o rosto.
- Não! – Vociferei – Você não acha que ajudou demais para um dia só, não? – E finalmente olho para o garoto. O meu objetivo era olhá-lo com o pior dos meus olhares furiosos e depois sair dramaticamente dali para que eu pudesse tirar aquele moletom fedido à uva de cima de mim. Mas meus planos foram completamente estragados quando eu vi seus olhos cor de mel. E foi isso, foi o bastante para me hipnotizar.
- Desculpa, mas foi você que surgiu do nada e veio pra cima de mim como uma louca. Eu não consegui desviar. – E ele sorriu. Seu sorriso me deixou boba. Afinal de contas quem diabos era aquele cara e quem ele pensava que era para sair por ai seduzindo as pessoas assim?
Balancei a cabeça duas vezes, saindo do meu transe.
- O que? Eu estava andando, você que surgiu do nada e derrubou essa porcaria de suco em mim. E ainda por cima ferrou com o meu moletom. Você me deve um novo, e sabe disso.
- É o que? – Seu sorriso cínico desapareceu de sua boca e no lugar surgiu uma careta de transtorno.
Isso! Strike! 1 para Jenn, 0 para o garoto incrivelmente lindo e incrivelmente estúpido do suco de uva.
- Está avisado. – E, voilá, aqui estava a minha saída dramática.
Assim que me afastei o suficiente Sarah veio ao meu encontro.
- O que foi aquilo? – Perguntou ela enquanto eu tirava o moletom ficando apenas com a regata que estava vestindo por baixo.
- Só mais um inútil pensando que é o máximo.
- Resposta Errada. Esse era o deus que eu estava te falando hoje cedo. Esse é o Trevor.
- Então, meu bem, você está bem pior do que eu pensava para achar aquilo um gato – Mentira.
O sinal tocou. Aula de trigonometria.
Uma risada ecoou pelos lábios de Sarah.
- Boa sorte na aula de trigonometria. Você vai precisar.
Oh. Eu tinha me esquecido disso.
Quando eu cheguei a sala de aula estava atrasada. O meu velho professor olhou pra mim com raiva por ter atrapalhado a sua aula e depois apontou para o único lugar vago na sala. E olha a minha sorte. Ao lado do idiota do Trevor.
Assim que me sentei, ele se inclinou e me passou um papel. Dizia assim:
Sinceramente, prefiro você com essa roupa do que aquele moletom horrível.
E eu não te devo outro coisa nenhuma.
Ass: Trevor.
Ignore, é o melhor que pode fazer.
A aula passou relativamente rápido, com os bilhetinhos que Trevor me enviava. Alguns eram engraçados, eu tinha que admitir. Mas eu continuei ignorando-o.
Quando o sinal tocou avisando-nos que teríamos que mudar de sala (outra vez) fui em direção a porta praticamente correndo e não olhei uma só vez na direção de Trevor.
Eu já estava no corredor quando senti uma ligeira pressão no meu ombro. Virei para avisar a pessoa que eu estava com pressa. Não devia ter me surpreendido ao ver quem era. Trevor.
Tive que respirar lentamente para não entrar em um colapso nervoso.
- Porque tanto ódio? A gente nem se apresentou. Você nem sabe quem eu sou.
- Olha aqui, babaca – Foi o que meus lábios disseram, mas meu corpo queria simplesmente estar perto daquele “babaca” – Estou tentando te avisar. Você já causou estragos demais para seu primeiro dia!
- Eu sei, eu sei. É so que... – Ele parou de falar parecendo estar pensando em algo. – Pera aí, como você sabe que esse é o meu primeiro dia?
Oh Oh tinha esquecido completamente que para ele eu era uma total estranha, o que definitivamente ele não era para mim, graças a minha querida e amável S.
- É só que... Só que eu sou veterana aqui há 2 anos e nunca te vi. Presumi que você fosse novato. Estou errada?
- Não.
- Então tudo bem. Eu vou indo agora, senão eu sou capaz de avançar na sua cara por causa do meu moletom. – Bom, eu tinha realmente que ir senão avançaria na cara dele, mais precisamente na boca dele. Oh meu Deus, essa não sou eu! Não fui eu que pensei isso!
- Sabe, pra uma pessoa tão pequena você bem que é muito valente, pequena Jenni.
Encarei-o boquiaberta.
- Como é que você sabe o meu nome?
- Bem, você não é a única que tem suas fontes.
- Que seja. – Me virei para sair, mas uma pressão no meu cotovelo me impediu
- Você não vai a nenhum lugar. – Falou ele com um sorriso irônico nos lábios.
- O que você quer de mim?
- Quero saber por que fica tão nervosa quando está perto de mim. É só isso.
Bem, o que eu poderia dizer? Que fico nervosa porque não agüento olhá-lo por muito tempo? Porque me perco na imensidão de seus olhos? Porque tudo o que eu queria agora era que ele pudesse ler minha mente. E ela repetia. Beije-me. Beije-me. Beije-me.
Nada aconteceu.
- Quem sabe porque você é garoto mais idiota que eu já conheci em toda minha vida?
- Não, não é isso. – Disse ele se aproximando de mim.
- Porque seria então? – Perguntei nervosa com a sua proximidade.
Beije-me. Beije-me. Beije-me. Beije-me.
- Porque você quer estar mais próxima de mim.
Beije-me. Beije-me. Beije-me. Beije-me.
- Isso não é verdade – Disse eu com um sorriso cínico nos lábios.
Beije-me. Beije-me. Beije-me.
- Não minta para si, dá pra ver isso nos seus olhos, Jenni.
Beije-me. Beije-me.
Só uns centímetros separavam nossas bocas. Eu podia sentir o calor de seu corpo.
- Só uma palavra, só diga que quer. Só isso.
Beije-me. Beije-me.
- Não.
- Resposta errada.
Então ele realmente leu minha mente, me beijou como nunca ninguém tinha beijado antes.
Hey Ho Let's Go!
Terceiro ano aqui, galera! comolidar? Bem, eu definitivamente não estou sabendo lidar com esse ano, tanta coisa pra se fazer, estou totalmente perdida, alguém me ajuda? Enfim, tenho post guardado pelo que parece ser seculos, mas não quis postar porque 1) ADOOOOOOOOOOOORO ELE e morro de ciumes. 2) tá grande demais! Mas acho que vale a pena ler, o que vocês acham?
Beijinhos de uma pré-universitária,
Ray
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Lembranças de novembro.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Pedido de Ano Novo
Não era para ser assim, foram dois anos! Dois anos da minha vida que eu dediquei a uma relação frustrada. O pior é que eu realmente o amo, foram os dois anos mais incríveis até ontem.
Eu não sou mais nenhuma adolescente apaixonada, não posso mais investir tanto em uma coisa que não tem futuro. Mas como convencer o meu coração do que a minha mente já sabe? Que Luke nunca estará pronto para assumir uma relação série, nem comigo nem com qualquer outra mulher?
Meu celular vibrou na minha bolsa me obrigando a pensar em outra coisa e não em Luke. O numero que está no visor não pertence a Luke e sim a minha melhor amiga, Lexie.
- Oi, Lexie – Falei sem ânimo.
- Hey, Jenn! – Gritou ela no telefone. – Onde você está, garota? Te procurei a noite toda. – Sua voz estava embargada, provavelmente estava bêbada.
- Onde você acha que eu estou?
- Own, bebê, - seu tom ficou dramático – não fique assim por causa do Luke, ele nunca te mereceu.
- Vá dormir, Lexie – Disse eu com toda paciência que me restava.
- Mas é noite de ano novo! – Choramingou ela.
- Tanto faz.
- Olha, Jenn, eu estou na casa do Jason, passa aqui qualquer hora.
- Ok. – e desliguei.
O visor do celular piscava avisando que eu tinha acabado de receber uma mensagem.
- Oi Jenn, sou eu. – A voz era de Luke – Olha, precisamos conversar, por favor me diga onde você está! Me ligue quando receber essa mensagem.
Instantaneamente a imagem de Luke passou pela minha mente, um resumo desses dois anos passou como um filme.
Era Luke, sempre foi Luke.
Droga!
Luke
Jenn tinha que estragar tudo! Já estava tudo planejado, eu ia pedir a mão dela em casamento hoje. Bem, não foi exatamente Jenn que estragou e sim Ben (o meu irmão mais velho) tentando me dar cobertura ele simplesmente disse para ela que eu nunca casaria, que eu tinha criado trauma depois da separação dos nossos pais.
Mas é exatamente o contrario, depois da separação deles eu jurei que quando tivesse minha família eu nunca iria deixá-la como o meu pai fez. E Jenn era a mulher da minha vida, mas ela simplesmente surtou e sumiu.
Eu tinha ligado para Lexie minutos antes, mas ela estava bêbada demais para falar, me xingou de mil e um nomes, uns eu sequer conhecia, mas ela não me falou onde Jenn estava. Onde estaria ela? Onde estaria a minha Jenn?
Então eu lembrei de como nos conhecemos, há exatamente dois anos, na beira da praia, nossas famílias estavam festejando juntas, então eu a vi.
Linda, uma amiga de infância que tinha ido passar dois anos em Londres e só voltou para Miami no dia anterior.
Eu nunca vi uma mulher como aquela, foi só eu bater meus olhos nela para saber que era a minha alma gêmea, pode parecer uma coisa muito gay de se dizer, mas um homem de verdade não tem vergonha de dizer que ama. E é isso que eu sinto por ela: amor.
Então eu percebi onde ela estava, virei o carro e fui em direção a praia, demorou pouco para chegar e lá estava ela, sentada com seu vestido branco na areia, com a cabeça apoiada nos joelhos.
Somente a luz da lua iluminava seu rosto. Deus, como ela estava linda.
- Jenn – Sussurrei.
Ela limpou o rosto.
- Vá embora, Luke, você não tem nada o que fazer aqui.
- Sim, eu tenho, Jenn – Respondi me aproximando dela. – O que Ben disse não passa de mentiras, ele estava me dando cobertura para fazer o que eu tinha que fazer, mas como ele ia adivinhar que você iria fugir?
- Então me diga, Luke, você um dia vai querer se casar?
- Claro que sim, eu quero. E quero que seja com você. – Tirei a caixinha que continha o anel do meu bolso e fiquei de joelhos. – Você é a mulher da minha vida, Jenny Sullivan, e não vai conseguir fugir de mim, nem que queira. – Ela soltou uma lufada de ar ao ver o que eu estava prestes a fazer. – E você quer casar comigo?
- Ela colocou as mãos na boca e as lagrimas começaram a cair de seus olhos.
- É claro, Luke, é claro que eu caso. Eu te amo tanto.
Fiquei de pé novamente, coloquei o anel em seu dedo e a beijei. Beijei com toda a urgência e amor que eu conseguia.
- Eu também te amo, Jenn, sempre amei.
Hey sweethearts!
Esse conto era para ser postado na passagem de 2011/2012, porém eu passei o meu final de ano em um lugar que não tinha internet, então o jeito foi postar hoje, então, o que acharam desse conto? Espero que gostem. Como foi o fim de ano de vocês? Tomara que tenha sido bom. TUUUUUUUUDO de melhor para vocês em 2012 que todos os seus solhos se tornem realidade. Love you, guys.
Beijos cintilantes,
Ray.
domingo, 20 de novembro de 2011
Segredos de uma bailarina
Plié, arebesque, sissone...Palavras dificeis, mas eram nelas que eu tinha que me concentrar nesse momento, era no balé que eu tinha que me concentrar agora e não em Evan. Ou em seus olhos verde-amarelados lindos, ou em seu seu sorriso que sempre me encantou desde que nos conhecemos e isso é... desde sempre.
- Concentração Mary Anne. - Gritou no minha treinadora, Srta Chewsty.
Segundo ela, o meu talento para o balé é nato, desde pequena eu era a "menina prodigio" do balé, o orgulho da pequena cidade de Midletown, aquela que um dia seria "la première ballerina" de alguma grande companhia de balé. Essa cidade decidiu o que eu seria antes mesmo de mim.
Dançar costumava a ser uma benção pra mim, um lugar seguro para onde fugir quando o mundo estivesse desabando sobre mim. E acredite, isso acontece muito. Hoje é mais uma obrigação, uma pressão incrivel sobre minhas costas.
Cada criatura dessa cidade se ocupou de uma parte do meu treinamento, se eu quiser comprar doces eu não posso, porque isso vai ter consequencias no meu treinamento. Todos negam tudo a mim em favor do meu treinamento.
Eu amo dançar, amo o modo como o meu corpo se move suavemente sem eu ao menos ter que pensar direito, só preciso escutar a musica e meu corpo faz o resto. Mas eu não quero ser bailarina... ou quero, eu não sei. Ninguém nunca me deixou decidir.
E esse é o meu primeiro segredo.
A unica pessoa que o conhece é o meu sempre doce e adoravel, mas infelizmente, melhor amigo. Evan Simons.
Acho que esse garoto de 17 anos me conhece mais que eu mesma. Ele sempre esteve lá quando o mundo desabou, ele sempre foi o meu ombro amigo, sempre foi nele que eu me apoiei para me levantar. Vai ver por isso eu me apaixonei por ele: pelo fato de ser uma pessoa confiavel e incrivelmente compreensivel.
E esse é o meu segundo segredo: eu sou, sempre fui e provavelmente sempre serei perdidamente apaixonada pelo meu melhor amigo de infância.
Como se houvesse algum tipo de ligação magica entre Evan e meus pensamentos, ele aparece e se senta na ultima cadeira do auditório.
Imediatamente paro de me concentrar em minha dança e me concentro nele.
Ele estava lindo, para variar, como se fosse possivel Evan estar feio alguma vez. Ele estava com sua jaqueta de couro preta e seus cabelos loiros molhadas por causa da chuva lá fora.
Olhei para o relogio que ficava ao lado do palco e para a Srta Chewsty.
- Já não está na hora de ir?
- O que? - Ela estava tão absorta em seus papeis que nem ouviu.
- O horario do treinamento acabou. - Dessa vez foi um pouco mais alto.
Ela olhou para o relogio e afirmou com a cabeça, essa era a minha deixa para sair.
Aproximei-me de Evan e ele estava com uma caixinha no colo, apontei para a caixinha, sem dizer nada. Ele sorriu e disse:
- Trouxe um cupcake pra você.
- Louvado seja você, Evan. - Agradeci. Se não fosse por Evan eu nunca teria experimentado nada que não fosse saudavel.
- Mas espere. Eu tenho que te apresentar uma pessoa primeiro.
Ele me puxou pelo braço até fora do teatro.
Lá estava uma garota loira observando a chuva. Ela parecia ser muito bonita.
Evan foi para perto dela, a tocou suavemente, sussurrou algo em seu ouvido, e ela se virou toda sorridente pra mim.
- Anne, essa é a minha namorada, Sam. Sam, essa é a minha melhor amiga, Mary Anne, mas eu só a chamo de Anne.
Choque, tristeza, raiva, todos esses sentimentos passaram por mim, mas não pelo meu rosto, ele continuava suave. Abri um sorriso nada menos que verdadeiro e a comprimentei.
Eu podia estar despedaçada por dentro, mas meu rosto não transmitia nada dos meus sentimentos.
Bailarinas fingem, elas sorriem quando não tem vontade. Eu sou uma bailarina, sei fingir.
E esse, é o eu terceiro segredo.
But sometimes it hurts instead"
Someone like you - Adele.
Férias galera. Finalmente.
Eu estava com tanta saudade de vocês que eu nem consigo acreditar que eu voltei. Enfim, eu tinha a ideia desse conto faz um tempo, mas só hoje tive coragem de escrevê-lo, não sei se ficou bom, o que vocês acham? Eu gostei (um pouco)
Muito obrigada por não desistirem de mim.
Beijos dançantes,
Ray.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Resposta ao comentario do(a) anonimo(a)
PS: dia 19 eu fico de férias, então irão ter novas postagens por aqui, EU JURO!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Scarlet
Ela andava a passos largos em direção oposta a todos os outros, tentando, desesperadamente, afastar-se de todos os olhares que insistiam em persegui-la. Mas não adiantava, não importava o quanto ela fugisse, os olhares sempre se voltavam para ela, sempre as cabeças viravam-se para vê-la. Ela não sabia, simplesmente não entendia porque era o centro das atenções aonde quer que fosse. Ela só queria ficar sozinha só por um simples instante.
Porém eram simples os motivos que faziam com que todos se encantassem por ela em um simples olhar. Os traços de seu belo rosto eram fortes como os de uma escultura, pareciam que foram esculpidos pelo mais talentoso dos artistas; sua pele morena era macia, suave como seda; seu corpo era cheio de curvas convidativas e luxuriantes, isso fazia com que todos os homens a sua volta – sejam eles jovens ou velhos – não conseguissem conter o desejo que lhes saltava os olhos e, por fim, seus olhos, seus belos olhos castanhos tão profundos e misteriosos como uma noite escura, olhos que por tantas vezes me peguei me afundando e não querendo, nem por um instante, ser salvo daquela calorosa e convidativa noite.
Mas Scarlet não fazia ideia de seus efeitos nos outros, não chegou nem mesmo a desconfiar. Ela sempre se achou uma garota normal, sem graça até.
Ela podia ter quem quisesse a hora que quisesse, era só estalar os dedos e eles estariam ali, prontos para agradá-la em tudo o que ela desejasse; babando por ela, pela sua beleza. Mas Scarlet não queria ninguém. Correção: Ela não queria ninguém que ficasse com ela apenas pelo que vê, ela queria alguém que gostasse realmente dela, que risse de suas besteiras sem sentido, que conversasse olhando para seus olhos e não deslizando os olhos pelo seu corpo. Alguém que realmente notasse que por trás dessa mulher madura e segura de si há uma menina imatura e insegura que só precisa de uma pessoa que a ame de verdade, independente das aparências.
Suspiro, sabendo que esse alguém poderia ser eu.
Se ela ao menos soubesse que eu existo.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
11 coisas
Sim, admito, eu estava obcecada naquilo. Mas eu precisava de algo para me prender, para não me deixar correr pelos corredores do colégio empurrando um e outro e não pular nos braços de Brad.
Nem sei ao certo o que aconteceu. Eu me apaixonei por ele, mas parece que o mesmo não aconteceu com ele em relação a mim. Ele só entrou nesse conto de farsas por uma aposta. Ele só me humilhou por uma aposta! Cruel, canalha e pensar nele não me ajuda em nada. O problema é que minha mente se recusa a acabar os meus pensamentos com relação a ele.
Eu ainda amo aquele maldito.
Por isso eu me agarrava àquela maldita lista que estava na minha mão nesse exato momento. Sua lista de defeitos. Mesmo sendo o idiota que eu sei que ele é, achar pequenos 10 defeitos foi incrivelmente difícil.
Não aguentava mais olhar Brad todos os dias, não aguentava mais escutar sua voz recitando mentiras para mim. Quando lembro o nosso namoro meu coração aperta como se uma faca fosse enfiada nele sem dó nem piedade. Faz-me ofegar de tanta dor.
Lembrei-me de como éramos perfeitos juntos. De como nossas mentes se completavam, de como eu me sentia livre com ele, como se a qualquer momento fosse começar a voar. E, por último, lembrei do fim.
- Eu não posso acreditar que você fez isso comigo, Brad! – Eu gritava, recusando-me a deixar as lágrimas caírem e ser tomada por um choro incontrolável. – Você brincou comigo por causa de uma aposta, de uma maldita aposta.
- Começou assim, Sam, mas se tornou outra coisa. Você precisa acreditar em mim! Eu amo você!
- Como eu posso acreditar em você agora? Você brincou comigo como se eu não passasse de lixo.
- Eu sinto muito, Sam.
Escutar meu apelido vindo com tanto carinho da sua boca mentirosa me fazia estremecer, um dos únicos efeitos dele sobre mim que restaram. Quando eu ainda acreditava nele, acreditava naquela voz, eu não conseguia conter o arrepio em toda minha pele e o estremecimento que percorria minhas costas ao vê-lo pronunciar meu nome daquela forma tão carinhosa, como se quisesse me envolver com seus braços e sussurrar que tudo ia passar.
Era um bom mentiroso, tenho que admitir. Alguém poderia, por favor, dar o Oscar de melhor ator para ele? O garoto merece.
- Chega, Brad! – Cuspi as palavras para ele. – Você mentiu para mim, me fez de boba, eu não quero escutar nem mais uma palavra.
Nesse momento eu já tinha me virado para ir embora quando ele segurou meu braço impedindo que eu fosse.
- Me larga! – Eu Gritei – Eu tenho nojo de você, Brad. Eu quero você longe de mim.
Isso pareceu atingi-lo como um soco no estômago, mas logo ele se recompôs sem soltar meu braço.
- Talvez, fazer você escutar não seja a melhor opção para mostrar que eu estou realmente arrependido. – Sussurrou ele contra mim.
Depois disso, tudo foi rápido demais para descrever em detalhes. Um de seus braços foi para trás do meu pescoço, com sua mão acariciando meus cabelos, o outro braço me envolvia pela cintura, apertando-me contra seu corpo. A proximidade fazia com que todos os meus pelos se eriçarem.
Seus lábios se encaixaram nos meus de forma como se fosse impossível fugir deles. Ele nunca tinha me beijado daquele jeito, com tanto ardor, tanta emoção, ele me mostrava o quando estava arrependido com seus lábios.
Já não adiantava. Era tarde demais.
Debati-me em seus braços o que era inútil. Brad era forte demais para mim.
Depois de algum tempo tentando me afastar dele, mas sem sucesso desisti de fazê-lo, ao invés disso eu sentia seus lábios se movendo contra os meus. Para ser sincera eu queria sentir aquilo desde o começo. Um último beijo.
Quando ele parou parecia tão satisfeito consigo mesmo que nem mesmo viu minha mão indo em direção ao seu rosto com todas as forças que me restavam.
- Eu disse para você me deixar em paz. – Virei-me e fui embora.
Aquela tinha sido uma noite difícil.
Estava tão inclusa em meus pensamentos que nem notei quem estava a minha frente com um buquê e rosas brancas em uma das mãos e um microfone na outra. Brad.
- Samantha Ann Holdiggins. – dizia ele com sua voz carinhosa fazendo-me estremecer, sua voz reverberava por todo o sistema de som do colégio. – Eu sei que eu errei. Fiz aquela maldita aposta, mas a verdade é que eu não precisava de aposta nenhuma para continuar com você. Eu daria todo o dinheiro do mundo para ficar com você. Daria todo o dinheiro do mundo para que você me aceitasse de volta. Por favor, eu imploro, me aceite de volta.
Ruídos de aprovação surgiram da multidão curiosa a nossa volta.
- Vá embora, Brad. Você não tem nada o que fazer perto de mim.
Comecei a andar tentando me afastar dele, mas escutei coisas caindo no chão e passos vindos em minha direção depois de poucos segundos ele já estava a minha frente.
- Eu não vou embora e não vou desistir de você. Nunca. E sabe por que isso? Porque eu te amo, confia em mim.
Afastei-me alguns passos dele, pegando a lista e a caneta escrevi seu décimo primeiro defeito.
Defeito nº11 – Ele não desiste. Nunca.
Brad veio até mim, me envolveu em seus braços fazendo-me esquecer do mundo.
Joguei a folha de papel no chão. Não precisava mais dela.
domingo, 17 de abril de 2011
Dirty Little Secret
Cassidy olhava para mim com seus olhos azuis penetrantes como se eu tivesse cometido um crime. E eu tinha, só que ela ainda não sabia disso. Por enquanto o interrogatório se restringia aos dois vestidos que ela segurava e qual ficava melhor nela.- Amber, se você não se decidir eu não posso me decidir.
- Não estou falando sobre você se decidir pelo seu vestido. Estou falando sobre você se decidir sobre o meu. Qual dos dois você prefere?
Um dos vestidos era verde musgo com um decote em ‘V’ que ia até o umbigo e o outro era um tomara-que-caia rosa minúsculo que, caso ela se abaixasse daria para ver até seu útero. Os dois faziam o estilo “Sou puta, mas sou rica então vocês vão ter que me engolir.”
-Já disse que os dois ficam bem em você. Agora escolha logo isso para podermos dar o fora daqui.
Não acredito. Ela vai experimentar de novo. – Digitei para Tyler.
Afinal, quantos vestidos ela experimentou hoje? – Perguntou
Ok, 20h na minha casa então?
Ajudei.
- Nada disso, um tamanho maior ficaria grande demais, e eu preciso realçar minhas curvas.
- Eu não preciso respirar, preciso estar divina.
- Sabe, A, eu estive pensando. Quem você vai levar ao baile mesmo?
- Craig Housts – Respondi automaticamente.
– Que tal um encontro duplo?
- Sem essa, não vai me deixar morrendo de curiosidade, vai?
- Você sabe que eu amo fazer isso.
Cassidy voltou a se olhar no espelho e soltou um beijinho para mim.
- Te odeio, vaca.
Cassidy falou aquilo brincando, mas da já eu. Bom, tinha uma pontinha de verdade no que eu disse.
A maior parte de mim ama a C. Afinal, crescemos juntas, somos melhores amigas desde o jardim de infância, nós somos um legado, nossas mães são melhores amigas, e, provavelmente, nossas filhas também serão.
- Acho que já decidi – A voz estridente de Cassidy ecoou dentro de minha mente, me fazendo acordar de meus ensamentos.
- Tudo bem, meu amor? – Ele puxou Cassidy pela cintura levando-lhe para mais perto, depositando um selinho em seus lábios.
- Como você soube que eu estava aqui?
- A pequena A me avisou.
Cassidy olhou para mim e eu dei de ombros.
- É claro que eu avisei, eu não ia deixar você fazer a gente andar de metrô de novo. Já deu a experiência.
- Own, você é um anjo, sweetheart.
– Ela se aproximou para me dar um abraço. – Eu te amo Little A.
- Eu também. – Sussurrou Tyler.
Ri silenciosamente da situação.
De dia ele estava aqui, com ela. Mas ela não podia imaginar quem estaria com ele de noite, no seu quarto...eu.
A verdade é que melhores amigas podem dividir tudo. Desde roupas, sapatos, jóias. Até mesmo o namorado.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Anjos.

Beleza inumana,
Foi aquela que em meus sonhos vi,
Seu corpo era de um deus,
E em seus olhos frios
Um brilho conseguiu reluzir.
Confuso entre dois pólos,
Não sabe qual escolher
Se o bem lhe ajuda a respirar,
O mal o faz viver.
Se pudera te chamar de algo
De anjo te chamarei,
Anjo de um Pesadelo bom
Que sem querer acordei.
A folha de papel escrita na minha frente parecia miragem. A letra que ali estava era minha, mas eu não me lembrava de escrevê-las. Eu não sei sequer fazer poesia, muito menos algo tão belo e tão perturbador como aquela a minha frente.
Olhei para os lados, procurando por alguma pista do que estava acontecendo ali. Nada. A sala estava completamente absorta na aula de história. O Sr McGarden, meu genial professor de história explicava o porquê bíblico do Grande Dilúvio. Algo haver com anjos e com seus filhos, eu não conseguia me concentrar direito graças àquele poema em meu caderno.
Atordoada com o surgimento daquela poesia, fechei o caderno e no mesmo momento o sinal da aula tocou.
- O McGarden como sempre arrebentando nas aulas, não acha, Carrie? – Perguntou Darren, meu melhor amigo.
- Para falar a verdade, eu não sei, não prestei muita atenção. Acho que viajei.
- Que estranho, Carrie Nerd viajando na aula? Nunca pensei que fosse presenciar isso.
- Olha só isso. – Peguei o caderno e abri na pagina do poema. – Aparentemente, foi nisso que eu trabalhei durante a aula de história.
Ele leu rapidamente o poema depois me devolveu o caderno o caderno.
- Wow, Carrie, eu não sabia que você sabe fazer poesia.
- Essa é a questão, Darren, eu não sei, sempre fui uma negação quando se trata de escrever. Eu simplesmente apaguei e quando voltei a mim isso estava escrito no meu caderno.
- Nossa, isso sim é estranho. – Ele balançou a cabeça não acreditando na minha história. Mas logo mudou de assunto: - Feliz aniversario! – Ele puxou uma caixinha vermelha de sua mochila e logo após me passou a mesma. - E não adianta dizer “não precisava” não é todo dia que a gente faz 18 anos.
- Obrigada. – Sussurrei timidamente.
Abri a pequena caixa, um colar com um pingente de um par de asas prateadas me esperava. p
- Que lindo, D. É exatamente a minha cara!
Virei de costas para ele poder colocar o colar em mim. Assim que o delicado ar de asas tocou a minha pele eu lembrei o que vinha me incomodando o dia todo.
O homem que vem aparecendo em meus sonhos ultimamente. Um homem incrivelmente lindo, devia ter por volta de seus 20 anos.
No sonho eu sempre estava me afogando e ele observava enquanto isso acontecia. Seu rosto estava dividido entre a frieza e a compaixão. Parecia que ele queria me salvar, mas não sabia se fazer isso seria certo.
Eu me lamentava sempre quando acordava do pesadelo, porque mesmo que àquele sonho me roubasse o ar, eu podia vê-lo e a realidade o tirava de mim.
Como pude esquecer de algo tão perfeito como seu rosto? Como pude esquecer da frieza do seu olhar? Da imobilidade do seu corpo? E, mais importante, como pude esquecer da grandiosidade das suas asas?
Uma lufada de ar escapou pelos meus lábios, trazendo um preocupado Darren para mais perto de mim.
- Carrie, você está bem?
- Estou sim. Só preciso ir pra casa.
- Mas...
- Tchau.
Saí do colégio e fui em direção ao meu carro. Dirigi pelo caminho tão conhecido até chegar na enorme casa branca onde morávamos minha tia e eu.
Fui para o meu quarto, sentei na cadeira perto da escrivaninha e já não lembro de mais nada.
Uma garota perdida pelo mundo.
Humana ou anjo,
Eu me pergunto.
Por ela estou apaixonado,
Uma situação errada
Que se estende por um longo passado.
Acordei e lá estava outro poema estranho. A única explicação era que eu escrevia enquanto dormia, mas como?
Minha cabeça não parava de latejar, desorientada pelo cansaço desci as escadas e logo pude ver um homem de pé olhando os retratos de família, meu primeiro impulso foi correr, mas parecia que um imã invisível me levava para mais perto dele.
Abri a boca pronta para começar um interrogatório, mas ele foi mais rápido.
- Finalmente te achei. – Disse ele me fazendo lembrar onde eu o tinha visto antes. Ele é o anjo do meu pesadelo.
- Você... – Comecei a falar, mas ele me interrompeu.
- Temos que sair já daqui, eles estão vindo.
- Quem? – Indaguei.
- Anjos, demônios. O céu e o inferno, todos estão atrás de você.
- Porque?
- Porque, há muito tempo atrás, um anjo se apaixonou por uma nephlim, isso é inaceitável, todos caçam os dois desde então.
- E o que eu tenho haver com isso?
- O anjo sou eu, a nephlim é você.
Sentei no sofá, desnorteada pelo excesso de informação. Um estrondo ecoou pelo cômodo seguido de um imenso clarão.
- Eles já estão aqui.
Então a ultima coisa que eu vi foras as gigantescas asas do anjo a minha frente.
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Oi meus amores!
Me desculpem pelo meu sumiço, é que o meu computador quebrou e não teve como eu postar. Enfim, esse conto foi baseado na poesia do inicio. Eu a fiz na aula de literatura. Viajei legal não acham? Ok, todas as poesias aqui foram feitas por mim. Gostaram?
Saudades de vocês, besos,
Ray.
